Esporte

Vargas faz 4, Chile aplica maior goleada de sua história e elimina o México

19/06/2016 01h49

Santa Clara, 18 jun (EFE).- Após uma campanha apenas regular na fase de grupos, com derrota para a Argentina e vitórias sem brilho sobre Bolívia e Panamá, o Chile enfim honrou o rótulo de atual campeão e se classificou para as semifinais da Copa América neste sábado com uma surpreendente goleada sobre o México por 7 a 0, a maior de 'La Roja' em toda a história.

A grande estrela da partida disputada no Levi's Stadium, em Santa Clara, foi o atacante Vargas, autor de quatro gols, o que o colocou como artilheiro isolado da competição, com seis bolas nas redes. O ex-jogador do Grêmio esteve perto de não atuar devido a problemas de saúde de sua mãe. Puch fez dois, e Sánchez também deixou o seu, completando a conta.

Com o triunfo, a equipe do técnico Juan Antonio Pizzi se colocou a dois passos do paraíso, ou melhor, do bicampeonato. O primeiro será o jogo contra a Colômbia, que eliminou o Peru nos pênaltis, na próxima quarta-feira, no Soldier Field, em Chicago.

Se para os chilenos a partida deste sábado representou um reerguimento, para o atual campeão da Copa Ouro a goleada significou um fim inesperado para a sequência invicta sob o comando de Juan Carlos Osorio. Com o ex-são paulino, os mexicanos vinham de dez vitórias em dez partidas, com apenas dois gols sofridos.

O rodízio de Osorio no México não parou mesmo no mata-mata, e o treinador trocou seis peças em relação ao empate com a Venezuela, pela terceira rodada da fase de grupos. No gol, depois que cada goleiro foi usado uma vez nas três primeiras partidas, Ochoa foi o escolhido da vez. Mais experiente do elenco, Rafa Márquez ficou no banco.

As mexidas surpreenderam, e acabaram se tornando um tiro pela culatra. Ou pior, um tiro contra o próprio peito. A equipe, que jogou praticamente em casa, com ampla maioria da torcida nas arquibancadas, se mostrou bastante apática durante todo o duelo e em raríssimas ocasiões esboçou reação, tornando inevitável a comparação com certa seleção vestida de amarelo que também perdeu de sete há pouco menos de dois anos no Mineirão.

No Chile, a principal ausência foi o lateral-direito Isla, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos. Com isso, o meia Fuenzalida atuou na posição.

A partida em Santa Clara começou amarrada, mas aos poucos as chances de gol foram aparecendo. Aos sete minutos, Puch recebeu ótimo de lançamento de Vidal e, dentro da área, preparou o chute, mas foi travado por Araujo no carrinho.

A primeira tentativa do atual campeão aconteceu aos 12, em cruzamento da esquerda. Medel afastou, mas Dueñas ficou com a sobra e arriscou de fora da área, mandando à direita da meta.

'La Roja' era mais envolvente, e o começo melhor foi coroado com gol, aos 15 minutos. Após boa jogada de Sánchez no fundo pela direita, Aránguiz tocou para trás até Diáz, que chutou de fora com veneno. Ochoa deu rebote, Puch aproveitou e fez 1 a 0.

O México tentava se mostrar vivo na partida, mas errava bastante. Aos 20 minutos, Layún bateu de muito longe, e o goleiro Bravo apenas olhou; quatro minutos depois, Lozano roubou e esticou para 'Chicharito', que demorou a definir e foi desarmado.

A rede voltou a balançar aos 36 minutos, mas o lance foi corretamente invalidado pela arbitragem. Beausejour cruzou da esquerda e Vargas completou para o gol, mas o ex-atacante do Grêmio foi flagrado em impedimento.

Pouco depois, aos 43, o camisa 11 voltou a marcar, e agora a jogada foi legal. Sánchez recebeu de Beausejour dentro da área encarou a marcação e serviu Vargas, que tocou na saída do goleiro e fez 2 a 0.

A representante da Concacaf voltou do vestiário com duas novidades, as entradas de Peña e Jiménez, que substituíram Dueñas e Lozano, respectivamente. Entretanto, o domínio chileno só aumentou, e o terceiro aconteceu logo aos quatro minutos. Herrera é desarmado na intermediária de defesa, Vidal fez a finta e passou para Sánchez arrematar e aumentar a vantagem.

A vitória se transformou em goleada aos sete minutos, em mais uma bola roubada no campo mexicano. Vargas recolheu, partiu com liberdade pelo meio e teve apenas o trabalho de chutar fora do alcance de Ochoa, de frente para o goleiro, para marcar o quarto.

As arquibancadas, que estavam pintadas de verde no começo da partida, foram ficando predominantemente vermelhas à medida que o tempo passava. E a noite era mesmo do atacante do Hoffenheim, que chegou ao 'triplete' aos 12. Beausejour tocou para Sánchez, recebeu de volta e bateu cruzado. O goleiro deu rebote e Vargas tornou o massacre ainda maior.

Depois de ter se levantado do atropelamento e anotado a placa, o México enfim levou perigo na etapa final, aos 16. Corona cruzou, Peña bateu forte e Fuenzalida, com disposição digna de 0 a 0, bloqueou.

A tentativa, contudo, foi isolada, e Ochoa voltou a ter trabalho aos 20. Sánchez foi mais um a progredir com liberdade, entrou na área e encheu o pé, mas o arqueiro mexicano defendeu.

Vargas - sempre ele - teve mais duas chances, praticamente em sequência, aos 28 minutos. Na primeira, a bola tirou tinta da trave. Na segunda, Puch se esforçou para não ceder o tiro de meta e acabou acertando Layún. Atento, o atacante ficou com a sobra e chutou para a rede.

Nem mesmo o gol de honra saiu. Aos 31 minutos, 'Chicharito' teve a oportunidade, depois de passe da esquerda de Reyes. O centroavante bateu forte, mas foi atrapalhado por desvio na zaga e ficou com o escanteio.

Grande nome desta equipe chilena. Vidal poderia ter feito o seu aos 36 minutos, mas não calibrou bem a pontaria. Vargas dominou na ponta esquerda e rolou para o meia do Bayern de Munique, que encobriu o travessão.

Coube então a Puch, que havia aberto o placar, também fechá-lo. O Chile fez linha de passe como quis na frente da área adversária, Sánchez passou para Vidal, que ajeitou para Puch, que ajeitou e deu um leve toque por cima de Ochoa para fazer o sétimo.



Ficha técnica:.

México: Ochoa; Aguilar, Araujo, Moreno e Layún; Herrera, Dueñas (Peña), Guardado e Lozano (Jiménez); Corona (Reyes) e Hernández. Técnico: Juan Carlos Osorio.

Chile: Bravo; Fuenzalida, Medel (Roco), Jara e Beausejour (González); Díaz (Silva), Aránguiz e Vidal; Puch, Vargas e Sánchez. Técnico: Juan Antonio Pizzi.

Árbitro: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Kleber Gil e Bruno Boschilia.

Cartões amarelos: Guardado e Layún (México); Vidal (Chile).

Gols: Puch (2x), Vargas (4x) e Sánchez (Chile).

Estádio: Levi's Stadium, em Santa Clara (EUA).

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