Esporte

Federações internacionais avaliarão russos e quenianos antes dos Jogos do Rio

21/06/2016 10h34

Redação Central, 21 jun (EFE).- Atletas da Rússia e do Quênia deverão se submeter a uma avaliação individual por parte das federações internacionais para serem autorizados a participar dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, depois de uma reunião realizada em Lausanne para estudar a situação dos países nos quais a organização nacional antidoping está fora dos padrões estabelecidos e são consideradas ineficazes pela Agência Mundial Antidoping (AMA).

"De acordo com o relatório da AMA, com substanciais acusações, em particular contra a Rússia, a conclusão da cúpula é que a declaração de não cumprimento cria sérias dúvidas sobre a presunção de inocência dos atletas desses países", disse Bach.

"Cada atleta desses países terá que ser declarado elegível pela federação internacional correspondente após uma avaliação individual. As federações internacionais levarão em consideração todas as evidências e circunstâncias", completou.

Isso abre a possibilidade de atletas do atletismo russo disputarem os Jogos Olímpicos caso sejam autorizados pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF, na sigla inglês), após descartar de forma concreta que eles não violaram as regras antidoping.

A IAAF decidiu na última sexta-feira banir a Federação de Atletismo da Rússia dos Jogos Olímpicos de 2016, devido ao grande escândalo de doping que atingiu a entidade e que teria contado com a conivência das autoridades do país.

Bach citou também os casos de México e Espanha, países declarados como não cumpridores do Código da AMA. No caso de ambos, porém, foram identificadas "questões administrativas", sem relação com os problemas encontrados na Rússia e no Quênica.

De fato, o México fez as mudanças correspondentes e terá seu status alterado nos próximos dias. Já a Espanha depende de uma mudança de legislação impossível até que haja um novo governo. O país realizará eleições legislativas no próximo domingo.

Bach expôs os quatro pontos incluídos na declaração da cúpula, que foram aprovados por unanimidade. Em primeiro lugar, o COI confirmou "o respeito e o apoio à decisão da IAAF" de manter, de maneira geral, a exclusão dos atletas do atletismo da Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que começa em agosto.

Bach reiterou que todos aqueles responsáveis por atos de doping devem "estar fora dos Jogos do Rio". Além disso, o presidente do COI confiou que terá o mais rápido possível os resultados das reanálises das amostras conservadas das últimas duas edições do evento - Pequim-2008 e Londres-2012 - para iniciar os procedimentos disciplinares contra os que descumpriram as regras.

O terceiro ponto da declaração incide em não se concentrar às sanções aos atletas e convida as autoridades responsáveis a "fazer um esforço para punir todos aqueles que possam estar envolvidos: treinadores, médicos e outros relacionados com casos de doping".

"A cúpula também reconheceu que o sistema antidoping tem deficiências e que devemos ter consciência de nossas responsabilidades", disse o presidente do COI.

Foi acertada a convocação em 2017 de uma cúpula antidoping extraordinária com a AMA. Antes disso, em outubro deste ano, o COI irá debater algumas proposições na busca de um sistema antidoping independente, mas com o envolvimento de todas as partes.

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