Esporte

Argentina conta com noite inspirada de Messi, goleia os EUA e volta à final

22/06/2016 00h13

Houston, 21 jun (EFE).- Em mais uma de tantas atuações inspiradas de Lionel Messi, a Argentina se classificou para a final da Copa América pela segunda vez seguida ao golear os Estados Unidos por 4 a 0 nesta terça-feira no NRG Stadium, em Houston, com participação do ídolo nos quatro gols.

Messi balançou a rede uma vez, em cobrança de falta com categoria, o que serviu para isolá-lo como maior goleador da história da bicampeã mundial. Mas o belo lance foi apenas um ato em mais uma noite de gala, já que deu passe para dois gols, um de Lavezzi e outro de Higuaín, e ainda ajudou a construir o outro, também de 'Pipita'.

Foi a terceira goleada e a quinta vitória da equipe dirigida por Gerardo Martino em cinco jogos nesta edição especial de centenário da Copa América. Antes, o Panamá (5 a 0), ainda na fase de grupos, e a Venezuela (4 a 1), já tinham sido vítimas da fome do ataque liderado pelo último Bola de Ouro da Fifa.

Coincidentemente, na semifinal do ano passado, a Argentina também levou a melhor com um placar elástico, fazendo 6 a 1 sobre o Paraguai. O desejo do torcedor é que o desfecho no próximo domingo, em Nova Jersey, seja diferente, já que em 2015 a 'Albiceleste' perdeu para o Chile nos pênaltis na decisão.

A adversária pode ser 'La Roja' novamente ou a Colômbia, que se enfrentarão nesta quarta no Soldier Field, em Chicago. Quem perder jogará no sábado contra os donos da casa, que sonham superar sua melhor campanha na competição da Conmebol, o quarto lugar de 1995.

Além de jogar em casa, os EUA tiveram a vantagem de se preparar para a partida por mais tempo, já que entrou em campo pelas quartas de final dois dias antes da adversária. Por outro lado, o técnico Jürgen Klismann teve três desfalques, os meio-campistas Bedoya e Jones e o atacante Wood, todos suspensos.

Na Argentina, 'Tata' Martino ainda não contou com o meia Di María, que machucou a coxa ainda na goleada sobre o Panamá por 5 a 0, pela segunda rodada da fase de grupos. Gaitán, que vinha substituindo o jogador do Paris Saint-Germain, cumpriu suspensão, e Lavezzi herdou a vaga.

E foi justamente Lavezzi quem fez 1 a 0 para a 'Albiceleste', logo aos três minutos de partida. Depois de cobrança de escanteio ensaiada, Messi pegou a sobra fora da área e deu um lindo passe por elevação para o camisa 22, que encobriu o goleiro Guzan com um toque de cabeça.

A comemoração do atacante foi bem parecida com a feita por Diego Maradona há exatos 22 anos, após comemorar seu último gol em Copas do Mundo, na goleada sobre a Grécia por 4 a 0, em Foxborough, também nos EUA.

A bicampeã mundial era envolvente e tinha controle total da partida. Aos sete minutos, Messi deixou dois marcadores na saudade, acionou Lavezzi e foi para a área. O jogador do Hebei Fortune tocou de calcanhar, Rojo cruzou e o capitão argentino concluiu por cima. O Bola de Ouro da Fifa tentou de novo em seguida, aos 14, depois de passe de Higuaín, que fez o desarme no ataque, mas Guzan defendeu.

Higuaín estava atento aos vacilos da defesa americana, e quase ampliou aos 21. Banega roubou na intermediária e lançou o artilheiro do último Campeonato Italiano, que, dentro da área, demorou a definir e permitiu que o goleiro segurasse.

Se Higuaín perdoa, Messi não. Aos 31 minutos, o craque foi parado com falta por Wondolowski a três passos da área. Ele mesmo cobrou, acertou o ângulo esquerdo e assinou mais uma obra de arte para aumentar o placar. Foi o 55º gol do gênio pela Argentina, o que o torna o maior artilheiro da seleção isoladamente, com um a mais que Gabriel Batistuta.

Foram necessários 42 minutos de partida para que os EUA enfim incomodassem a retaguarda argentina. Yedlin bateu lateral da ponta direita, Zardes cruzou e fechado, e Dempsey estava pronto para cabecear para o gol, mas Otamendi se antecipou e fez corte providencial.

Se a seleção anfitriã tinha alguma pretensão de surpreender no começo do segundo tempo e engrossar o jogo, viu suas ideias irem pelo ralo com apenas quatro minutos, tempo necessário para a 'Albiceleste' marcar o terceiro. Messi abriu para Lavezzi, que cruzou da esquerda para Higuaín. Livre na área, o centroavante parou no goleiro na primeira, mas marcou no rebote na segunda.

A partir de então, a partida esfriou, e a Argentina passou a se preocupar mais com problemas de contusão que com uma possível reação dos donos da casa. O primeiro a sentir, aos 15 minutos, foi Rojo, que ficou no chão com um problema muscular e teve de ser substituído por Cuesta.

Porém, o lance mais feio de lesão, aos 19, foi de Lavezzi. No campo de defesa, Otamendi fez a inversão da direita para a esquerda para o autor do primeiro gol, que perdeu a noção espaço, bateu com o pé direito e depois com as costas na placa de publicidade e sofreu uma forte queda. Ele saiu para a entrada de Lamela e teve o braço esquerdo imobilizado.

Quando a bola voltou a rolar, os argentinos atacaram com perigo novamente aos 22, em contra-ataque iniciado por Romero. Com um soco, o goleiro ligou com Messi, que progrediu e serviu Biglia. O volante, que substituira Fernández, foi bloqueado e desperdiçou boa oportunidade.

Messi estava inspirado em sua versão garçom, mas os companheiros não sabiam se fartar quando eram servidos pelo craque. Aos 31, quem recebeu um presente foi Lamela, que, entretanto, bateu cruzado e mandou pela linha lateral.

O quarto gol enfim saiu aos 40, em mais um passe do camisa 10. Cameron e Bradley bateram cabeça na saída para o ataque, Messi recolheu, deixou Higuaín na boa, sem goleiro, e o jogador do Napoli assinalou mais um.

Log na sequência, aos 42, Messi poderia ter feito outro, já que foi lançado em liberdade e ia saindo na cara do goleiro, mas a arbitragem marcou impedimento de maneira questionável. Nada que apagasse a ótima imagem deixada pelo atleta do Barcelona.



Ficha técnica:.

EUA: Guzan; Yedlin, Cameron, Brooks e Fabian Johnson; Bradley, Beckerman (Birnbaum) e Zusi; Dempsey (Nagbe), Zardes e Wondoloswki (Pulisic). Técnico: Jürgen Klismann.

Argentina: Romero; Mercado, Otamendi, Funes Mori e Rojo (Cuesta); Mascherano, Fernández (Biglia) e Banega; Messi, Lavezzi (Lamela) e Higuaín. Técnico: Gerardo Martino.

Árbitro: Enrique Cáceres (Paraguai), auxiliado pelos compatriotas Eduardo Cardozo e Milciades Saldivar.

Cartão amarelo: Wondolowski (EUA).

Gols: Messi, Lavezzi e Higuaín (2x) (Argentina).

Estádio: NRG Stadium, em Houston.

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