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Maicon é expulso, São Paulo perde no Morumbi e fica mais longe da final

06/07/2016 23h49

São Paulo, 6 jul (EFE).- O São Paulo viu diminuírem suas chances de disputar ainda em 2016 a final da Taça Libertadores pela sétima vez na história ao perder para o Nacional de Medellín por 2 a 0 nesta quarta-feira em pleno Estádio do Morumbi, graças a dois gols marcados pelo atacante Miguel Borja na parte final da partida.

Contratação mais cara da história do Tricolor, o zagueiro Maicon foi determinante para o revés em casa, já que, quando o placar ainda estava em branco, foi expulso por agredir o próprio Borja. Com dez homens, a equipe paulista sucumbiu às jogadas envolventes do adversário e foi vazada duas vezes, nos últimos dez minutos.

Ao tricampeão da Libertadores, resta buscar uma vitória por dois gols de diferença e ao menos três marcados na próxima quarta, em Medellín, para ir à decisão pela primeira vez desde o vice de 2006. O Nacional poderá ser derrotado por um de desvantagem, enquanto um novo 2 a 0, desta vez a favor do São Paulo, levará a definição do classificado à disputa de pênaltis.

O outro finalista será Independiente del Valle ou Boca Juniors, que farão partida de ida nesta quinta-feira no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito.

O principal desfalque da equipe anfitriã foi o meia Paulo Henrique Ganso, devido a um estiramento na coxa direita. Mas o camisa 8 não foi a única baixa para Edgardo Bauza, que também não contou com Kelvin, machucado, Ytalo, suspenso, e Christian Cueva, que não pôde ser inscrito por já ter defendido o Toluca nesta edição da Libertadores.

No time colombiano, Reinaldo Rueda teve de lidar com a perda de diversos atletas, por causa de problemas físicos, como é o caso do zagueiro Francisco Nájera Gil e do atacante reserva Luis Carlos Ruiz, que sequer viajaram para o Brasil, e de atletas negociados.

Os casos mais emblemáticos de jogadores que fizeram as malas são os atacantes Jonathan Copete, agora no Santos, e Víctor Ibarbo, que acertou com o Panathinaikos, da Grécia. Para suprir as ausências, o clube buscou o argentino Ezequiel Rescaldani junto ao Quilmes. O reforço se apresentou ao novo clube já em São Paulo.

O jogo começou com pressão do Tricolor, que assustou pela primeira vez aos oito minutos da etapa inicial. Calleri sofreu falta, Maicon fez a cobrança colocada, e o goleiro Armani defendeu firme.

O Nacional se fechou na defesa e tentava em caixar contra-ataques, como aconteceu aos 11. Torres acelerou pelo meio e abriu na esquerda até Borja, que bateu cruzado da esquerda, mas pegou mal e errou o alvo por muito.

O lance foi isolado, e o jogo era todo do São Paulo. Aos 12 minutos, Wesley aproveitou cruzamento de Mena da esquerda, dominou e chutou por cima. Pouco depois, aos 15, Thiago Mendes ficou com a sobra de cobrança de escanteio e encheu o pé, dando trabalho a Armani.

A equipe visitante não demonstrava o bom futebol que lhe rendeu a melhor campanha da fase de grupos, mas estava atenta aos erros do adversário para tentar surpreender. Aos 17, Ibargüén desarmou Bruno na área e emendou o chute, mas encobriu o alvo.

Aos poucos, o tricampeão da América foi ficando preso na marcação da equipe colombiana, e as jogadas de perigo foram ficando mais escassas. Aos 29, Thiago Mendes fez a enfiada na direita para Calleri, que dividiu com Henríquez e pediu falta, mas a arbitragem considerou que o desarme foi legal.

Quase todas as investidas do Nacional passavam pelos pés de Torres, como aconteceu aos 35. O meia cruzou e Bocanegra buscou o canto no cabeceio, mas apenas cedeu o tiro de meta. Também pelo alto, aos 43 minutos, Calleri ajeitou para Michel Bastos emendar de primeira, sem deixar cair, e obrigar Armani a se desdobrar para salvar.

O panorama foi mudando na volta do intervalo, com o Nacional se soltando. A princípio, o São Paulo até se mantinha no ataque, mas tinha dificuldade na criação. Aos sete minutos do segundo tempo, Bruno levantou buscando Ytalo, mas Bocanegra se antecipou e afastou.

Aos poucos, porém, o Nacional foi gostando do jogo, até acertar o travessão, aos 13 minutos. Bocanegra fez o chuveirinho no escanteio, Borja cabeceou e deu um susto na torcida no Morumbi. Um minuto depois, o próprio Borja tentou de pé direito, mas Denis defendeu.

Bauza então tornou o Tricolor mais ofensivo, com Daniel e Alan Kardec em lugar de João Schmidt e Alan Kardec, mas quem atacava mais era o time de Medellín. Aos 23, Bocanegra fez um arremesso lateral diretamente para a área, e Moreno emendou de voleio para fora.

Em um dos poucos vacilos da marcação do Nacional, aos 27, Wesley lançou, a zaga errou no corte e Michel Bastos recebeu livre na área. O camisa 7 invadiu e soltou a bomba, mas bateu em cima do goleiro, que desviou em escanteio.

Logo depois, aos 28, a situação dos donos da casa se complicou tanto não só no jogo desta quarta, mas no confronto como um todo. Infantilmente, Maicon agrediu Borja bem perto do árbitro, que não titubeou e expulsou o 'God of Zaga'.

Com um homem a mais, os visitantes aproveitaram os espaços e fizeram 1 a 0, aos 36 minutos. A bola foi de pé em pé no ataque do Nacional, em uma linha de passe envolvente, até Borja ser acionado na área e arrematar por baixo para balançar a rede.

Ainda houve tempo para que a situação do time paulista se agravar. Aos 43, Marlos Moreno recebeu na área e, de calcanhar, passou para Borja, sozinho, concluir e fazer 2 a 0.



Ficha técnica:.

São Paulo: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Wesley (Hudson) e João Schmidt (Daniel); Thiago Mendes, Ytalo (Alan Kardec) e Michel Bastos; Calleri. Técnico: Edgardo Bauza.

Nacional de Medellín: Armani; Bocanegra, Sánchez, Henríquez e Díaz; Mejía, Pérez (Arias) e Torres; Ibargüén (Guerra), Moreno (Blanco) e Borja. Técnico: Reinaldo Rueda.

Árbitro: Mauro Vigliano (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Juan Belatti e Gustavo Rossi.

Cartões amarelos: João Schmidt (São Paulo); Díaz e Borja (Nacional de Medellín).

Cartão vermelho: Maicon (São Paulo).

Gols: Borja (2x) (Nacional de Medellín).

Estádio do Morumbi, em Sao Paulo.

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