Esporte

Carrasco se repete, São Paulo perde em Medellín e deixa Brasil fora da final

13/07/2016 23h39

Medellín (Colômbia), 13 jun (EFE).- O São Paulo voltou a ser vítima do atacante colombiano Miguel Ángel Borja, foi derrotado de virada nesta quarta-feira pelo Nacional de Medellín por 2 a 1 e se despediu da Taça Libertadores, que voltará a ter final sem clube brasileiro pelo terceiro ano seguido.

O Tricolor até conseguiu sair na frente na partida disputada no estádio Atanasio Girardot, logo aos 9 minutos do primeiro tempo, com o argentino Jonathan Calleri, que chegou a nove gols na competição, disparando ainda mais na artilharia.

Seis minutos depois, no entanto, Borja, que já tinha se configurado como carrasco na ida, marcando duas vezes, igualou o placar. Aos 33 da etapa final, o camisa 23, contratado antes das semifinais, voltou a marcar, dessa vez em cobrança de pênalti.

Nos instantes finais, o São Paulo ainda teve que atuar com nove em campo, já que o zagueiro uruguaio Diego Lugano e o meia Wesley receberam cartões vermelhos, por reclamarem muito da infração que resultou no segundo gol dos donos da casa.

A eliminação pode representar o ponto final da passagem de dois importantes titulares na campanha na Libertadores, já que Paulo Henrique Ganso deve ir para o Sevilla, da Espanha, e Calleri, que tinha o fim da competição como prazo para sair, se transferirá para clube europeu, ainda não divulgado.

A queda são-paulina, além disso, deixa o Brasil fora da final da Libertadores pelo terceiro ano consecutivo, já que em 2014, San Lorenzo, da Argentina, e Nacional, do Paraguai, fizeram a decisão, e, no ano seguinte, o duelo foi entre River Plate, também argentino, e Tigres, do México.

A última vez que o país ficou tanto tempo sem decidir um título foi entre entre 1985 e 1991. No período, foram sete edições de jejum, até que o próprio São Paulo se classificasse ao vencer o Barcelona, do Equador, nas semifinais, para enfrentar o Newell's Old Boys, da Argentina, erguendo a taça na sequência.

Amanhã, o Nacional de Medellín conhecerá o adversário na decisão, que sairá do confronto no estádio La Bombonera entre o Boca Juniors e o Independiente del Valle. Na ida, o time equatoriano levou a melhor por 2 a 1 e, por isso, joga pelo empate.

Hoje, para a partida decisiva, o Tricolor não contou outra vez com Ganso, vetado por causa de uma distensão na coxa esquerda e substituído por Centurión. Maicon, expulso na ida, deu lugar a Lugano. Enquanto João Schmidt, que se lesionou ontem, acabou dando dando chance a Hudson para atuar.

Quando a bola rolou, o São Paulo começou demonstrando nervosismo, enquanto o Nacional tentava estabelecer o controle da partida, mantendo a posse de bola. Logo aos 4 minutos, o time paulista já tinha jogador com cartão amarelo, justamente Hudson, por falta dura em Pérez, ainda no campo de defesa do Nacional.

A pressa e a vontade de reverter o placar, no entanto, resultado em gol aos 9 do primeiro tempo, quando Michel Bastos cruzou da esquerda na medida, encontrando Calleri, que subiu muito alto nas costas de Henríquez e testou para o fundo das redes.

Não demorou e veio o troco do Nacional de Medellín, com o carrasco da ida, o atacante Borja. O autor dos dois gols no Morumbirecebeu de Berrío aos 16 minutos, disparou em direção a área e fuzilou, batendo cruzado, sem dar chances para a defesa de Denis.

Impossível, Calleri quase voltou a marcar aos 19, quando Michel Bastos voltou a cruzar bem da esquerda, Rodrigo Caio escorou da entrada da área e achou o atacante na área. O argentino se jogou, em peixinho, e acertou cabeçada no travessão adversário.

Aos 27, de novo em bola pela esquerda, o São Paulo ficou perto de marcar. Michel Bastos apareceu bem mais uma vez e bateu cruzado para o meio da área. O camisa 12 do Tricolor se esticou todo, mas não conseguiu anotar seu segundo gol no jogo.

Aos 30, foi a vez do Nacional ficar a centímetros de balançar as redes. A diferença é que a medida não foi entre o pé e a bola, mas sim dela com o travessão, quando Torres fez cruzamento da direita, Moreno ficou frente a frente com Denis, mas bateu por cima.

Ns instantes finais da primeira etapa, os são-paulinos, especialmente o técnico argentino Edgardo Bauza foram à loucura, quando Hudson caiu na área após contato com Bocanegra, mas o árbitro chileno Patrício Polic não viu falta, por consequência, pênalti.

No segundo tempo, o São Paulo não conseguiu levar perigo nos primeiros dez minutos, o que fez que Alan Kardec entrasse em campo, em substituição ousada, em que o volante Hudson deixou o gramado.

No instante seguinte a entrada do atacante, no entanto, quase que a estratégia de Bauza foi por água abaixo, quando Borja, sempre ele, recebeu na esquerda e bateu forte. Dessa vez, Denis fez ótima defesa e parou o chute cruzado.

Aos 15, quem salvou o São Paulo foi Bruno. Após jogadaça individual de Borja, que chegou a passar por Denis, a bola sobrou para Berrío, que finalizou com certa tranquilidade, mas viu o lateral-direito salvar quase em cima da linha.

Já com Luiz Araújo no lugar de Centurión, aos 18, o Nacional ficou perto de marcar outra vez, quando Berrío recebeu na direita e, em um cruzamento que virou finalização, quase encobriu o goleiro tricolor, que conseguiu se esticar e jogar para escanteio.

A arbitragem de Patrício Polic foi alvo de novas contestações do São Paulo, quando, aos 31 minutos, Berrío cruzou, a bola bateu no braço de Carlinhos. Avisado por um dos auxiliares, o chileno marcou pênalti, que Borja converteu com muita categoria, acertando o ângulo esquerdo de Denis.

Para piorar a situação do time paulista, Lugano, que recebeu amarelo na hora da infração, por reclamação, logo após o gol do Nacional de Medellín, foi expulso, por insistir nos questionamentos ao árbiro.

Em seguida, ainda antes da bola voltar a rolar, Wesley também recebeu cartão vermelho pelo mesmo motivo do uruguaio. Transtornado, o meia xingou integrantes do trio de arbitragem na saída de campo e chegou a trocar empurrões com um policial.

Com dois a mais, o Nacional de Medellín envolveu o São Paulo, sob os gritos de "olé" do torcedor, e só precisou esperar o apito final para comemorar o retorno à decisão da Libertadores após 21 anos.



Ficha técnica:.

Nacional de Medellín: Armani; Bocanegra (Aguilar), Sánchez, Henríquez (Arias) e Diaz; Mejía, Pérez (Guerra) e Torres; Berrío, Marlos Moreno e Borja. Técnico: Reinaldo Rueda.

São Paulo: Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena (Carlinhos); Hudson (Alan Kardec), Thiago Mendes, Wesley, Centurión (Luiz Araújo) e Michel Bastos; Calleri. Técnico: Edgardo Bauza.

Árbitro: Patrício Polic (Chile), auxiliado pelos compatriotas Marcelo Barraza e Christian Schiemann.

Gols: Borja (2) (Nacional de Medellín); e Calleri (São Paulo)

Cartões amarelos: Mejía, Bocanegra (Nacional de Medellín); Hudson, Centurión, Thiago Mendes, Lugano e Wesley (São Paulo).

Cartões vermelhos: Lugano e Wesley (São Paulo).

Estádio: Atanasio Girardot, em Medellín.

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