Esporte

EUA: risco de contágio por zika nos Jogos do Rio é alto só para 4 países

13/07/2016 16h59

Washington, 13 jul (EFE).- Viajar para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, não representa um risco substancial nem exclusivo de "importar" o vírus da zika, exceto para o caso de quatro países americanos, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira por uma agência de saúde dos Estados Unidos.

"Com a exceção de quatro países, a participação nos Jogos não representa um risco exclusivo nem substancial de transmissão da zika pela picada do mosquito, e esse risco não é maior que o representado por viajar para outros países com circulação do vírus", concluiu o estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Esses quatro países africanos são Chade, Djibuti, Iêmen e Eritreia, nações que têm um risco de importar zika "unicamente atribuível" à participação de seus atletas nos Jogos por não terem um trânsito de viajantes substancial com nenhum dos países onde há transmissão do local do vírus, a maioria na América Latina.

"O volume do trânsito global para os Jogos representa uma fração muito pequena (0,25%) do total do trânsito aos países com contágio local do vírus, o que ressalta o improvável cenário que a importação do zika possa ser atribuível unicamente ao deslocamento para o evento", indicou a análise do órgão americano.

O objetivo desse estudo do CDC, publicado 23 antes do início dos Jogos, era fazer um prognóstico dos países que estão suscetíveis a "importarem" o vírus da zika para seus territórios devido à presença de uma única pessoa no Rio de Janeiro para o evento.

A conclusão é que, embora todos tenham certo risco de "importar" o vírus em decorrência da viagem, o CDC estima que só 19 países que atualmente não têm circulação local da doença têm as condições ambientais e de população para que a propagação se estenda a partir de uma única pessoa que retornar infectada.

Para 15 desses países, exceto os quatros africanos citados anteriormente, o volume estimado de voos ao Rio durante o mês de agosto, quando as competições serão disputadas, comparado com o volume total de voos a países com transmissão local em 2015 representa entre 0,1% e 3,25%.

Chade, Eritreia, Djitubi e Iêmen, no entanto, terão um aumento de 19% no volume de voos em agosto em comparação ao trânsito de passageiros a países onde circula o vírus da zika.

Esses quatro países serão representados no Rio por um total de 19 atletas e outros 60 membros das delegações, uma "fração minúscula" dos cerca de 500 mil visitantes que são esperados nos Jogos.

"Nesses países é preciso tomar medidas adicionais de prevenção, mas nos demais só é necessário seguir as recomendações gerais para evitar as picadas e, certamente, pedir que as mulheres grávidas não viagem", disse o diretor do CDC, Tom Frieden, em Washington.

Entre os 206 países que disputarão os Jogos Olímpicos, o vírus da zika já circula entre 39. Dos 167 restantes, 148 não são considerados como de risco. Entre eles, em 74 a doença não irá se propagar porque não há a presença do mosquito transmissor.

A incidência do vírus no Brasil, país com mais casos relacionados à microcefalia, gerou uma preocupação em nível mundial pelo número de viajantes que virá ao Rio de Janeiro em agosto.

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