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Del Valle cala Bombonera, vence Boca e fará final com Nacional de Medellín

14/07/2016 23h42

Buenos Aires, 14 jul (EFE).- O Independiente del Valle não se intimidou com a imponente La Bombonera nesta quinta-feira, voltou a vencer o Boca Juniors, dessa vez por 3 a 2, e se garantiu na final da Taça Libertadores, que não terá time do Brasil ou Argentina pela primeira vez em 24 anos.

Após levar a melhor em casa por 2 a 1, na semana passada, o time equatoriano saiu atrás no placar logo aos 3 minutos do primeiro tempo, graças a gol do atacante Cristian Pavón. Ainda na etapa inicial, o zagueiro Luis Caicedo, que havia falhado no lance em que o time argentino marcou, deixou tudo igual.

A classificação do Del Valle para encarar o Nacional de Medellín se desenhou com um início fulminante no segundo tempo, em que o atacante Bryan Cabezas marcou aos 4 minutos, e o meia Julio Angulo, se aproveitando de erro do goleiro Agustín Orión, ampliou aos 6.

O meia uruguaio Nicolás Lodeiro, ex-Botafogo e Corinthians, teve ótima oportunidade de diminuir aos 25 minutos da etapa complementar, em cobrança de pênalti, mas acabou parando na defesa do goleiro Librado Azcona, um dos destaques da partida. Aos 46, Pavón marcou outra vez e descontou para os anfitriões.

Esta é a primeira vez desde 1992 que a final da competição não terá time brasileiro ou argentino. Há 25 anos, o Colo-Colo, do Chile, levantou a taça ao vencer o Olimpia, do Paraguai. Curiosamente, a equipe de Santiago passou pelo Boca nas semifinais.

Desde então, os dois países sempre estiveram presentes, inclusive em sete confrontos. Os times brasileiros foram campeões 12 vezes no período, com São Paulo, três, Internacional, duas, Grêmio, Cruzeiro, Vasco, Palmeiras, Santos, Corinthians e Atlético Mineiro, enquanto os argentinos ergueram o troféu nove vezes - quatro com o Boca.

Além disso, a classificação do Independiente del Valle, que começará a decidir a Libertadores na próxima quarta-feira, contra Nacional de Medellín, encerra a chance de os 'hermanos' conquistarem o terceiro título consecutivo, depois do San Lorenzo ter sido campeão em 2014, e o River Plate no ano seguinte.

Para o duelo de hoje em La Bombonera, o técnico Guillermo Barros Schelotto optou por formação mais ofensiva, com três homens mais avançados, um deles Pavón, que não jogou na ida por ter sido expulso nas quartas de final e ganhou a vaga de Benedetto.

Já Pablo Repetto voltou a escalar o Del Valle com o zagueiro Caicedo e o lateral-esquerdo Ayala, que cumpriram suspensão no jogo do Equador. Com a volta dos titulares, León e Tellechea voltaram para o banco.

Quando a bola rolou, o Boca foi empurrado pela torcida e iniciou uma blitz insandecida em busca do gol. A estratégia deu resultado logo aos 3 minutos, quando Caicedo saiu jogando errado, Fabra cruzou e encontrou Pavón no segundo pau, livre para escorar para o fundo das redes.

Aos poucos, enquanto o Boca seguia pressionando, quase sempre com vacilos da zaga rival, o Del Valle tentava levar perigo. Aos 24, em lançamento profundo na esquerda, Sornoza perdeu a passada, mas ainda assim bateu forte, parando na defesa de Orión.

Na sequência, o mesmo meia que quase balançou as redes, cobrou escanteio da direita, e depois que a zaga do time argentino ficou só olhando, Caicedo apareceu para soltar uma bomba e se redimir da falha anterior, empatando o duelo.

Aos 34 minutos, brilhou a estreia do goleiro Azcona, um dos destaques do Del Valle na competição, em grande defesa após finalização de longa distância de Jara. Pouco depois, aos 43, em dois lances seguidos, o lateral improvisado foi bem de novo, dessa vez acertando o travessão.

Nos instantes finais, Pérez arriscou de longe parou em defesa segura de Azcona. Em seguida, Tévez recebeu na esquerda, se livrou da marcação e encheu o pé. O goleiro do Del Valle bateu roupa, mas a zaga conseguiu afastar o perigo.

No segundo tempo, o Boca começou pressionando, tentando repetir o gol em poucos minutos. Dessa vez, no entanto, o time argentino acabou vítima de contra-ataque letal, ainda aos 4 minutos, quando Cabezas recebeu na entrada da área, disparou e fuzilou Orión, virando o placar.

O que já era ruim, virou catástrofe aos 6, em lance bizarro. Após chutão da defesa do Del Valle, Orión saiu do gol e, ao tentar tocar para Insaurralde, ofereceu a bola para Julio Angulo, que ainda passou pelo goleiro e tocou para o fundo das redes.

Desorganizado, o Boca saiu para o ataque de qualquer maneira, mas não conseguiu criar grandes chances para marcar. Aos 24, Lodeiro pegou sobra na entrada da área e encheu o pé, mas a bola explodiu no braço do zagueiro Mina. Na cobrança de pênalti, Lodeiro bateu fraco, nas mãos de Azcona.

Iluminado, o Del Valle se salvou outra vezs aos 33 minutos, quando Pavón recebeu na área e tocou na saída de Azcona. Depois que a bola passou pelo goleiro e estava quase em cima da linha, Mina apareceu, se esticando todo, e fez o corte.

Aos poucos, o volume da constante música que vinha das arquibancadas da Bombonera ia diminuindo, diante da dificuldade do Boca de fazer, ao menos, o primeiro dos quatro gols necessários para classificação, que só saiu aos 46, outra vez com Pavón.

No fim do jogo, os sons que ecoaram foi o do apito final do árbitro uruguaio Daniel Fedorczuk e o da vibração dos jogadores do modesto time equatoriano, classificados à final pela primeira vez na história.



Ficha técnica:.

Boca Juniors: Orión; Jara, Cata Díaz, Insaurralde e Fabra; Pérez (Bou), Cubas (Benedetto) e Zuqui; Pavón, Lodeiro e Tévez. Técnico: Guillermo Barros Schelotto.

Independiente del Valle: Azcona; Núñez, Mina, Caicedo (León) e Ayala (Tellechea); Rizotto (González), Orijuela, Julio Angulo, Sornoza e Cabezas; José Angulo. Técnico: Pablo Repetto.

Árbitro: Daniel Fedorczuk (Uruguai), auxiliado pelos compatriotas Mauricio Espinosa e Miguel Nievas.

Gols: Pavón (2) (Boca Juniors); Caicedo, Cabezas e Julio Angulo (Independiente del Valle).

Cartões amarelos: Zuqui, Fabra e Cata Díaz (Boca Juniors); Caicedo, Rizotto e Mina (Independiente del Valle)

Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina).

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