Esporte

Obssessão do Brasil pelo ouro olímpico é atração dos torneios de futebol

02/08/2016 21h18

Rio de Janeiro, 27 jul (EFE).- O futebol nunca foi protagonista dos Jogos Olímpicos, situação que será mantida mundialmente, mas o Brasil certamente acompanhará com atenção especial a luta de Neymar e companhia para conquistar a inédita medalha de ouro para a seleção.

Cinco vezes campeão mundial, dono de oito títulos da Copa América, quatro da Copa da Confederações, a seleção brasileira vem de um vice olímpico, em Londres, onde perdeu na final para o México. Foi também na decisão do ouro que o Brasil foi derrotado em 1984 e 1988, diante França e União Soviética, respectivamente.

Nesta edição, a oportunidade de enfim banhar o futebol do país com o ouro olímpico, será no Rio de Janeiro, onde acontecerá a decisão, apesar da modalidade estar espalhada por mais cinco cidades - São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Manaus. A aposta no título é alta e ficou muito clara na negociação com o Barcelona pela liberação de Neymar. O clube foi duro e só liberou o atacante para uma competição entre Jogos e Copa América. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu o primeiro.

O craque será um dos atletas acima de 23 anos do elenco, assim como o goleiro Fernando Prass, do Palmeiras, convocado pela liderança que exerce, mesmo sem nunca ter defendido a seleção principal. O terceiro "veterano" seria Douglas Costa, do Bayern de Munique, que foi por lesão, dando lugar a Renato Augusto, do Beijing Guoan.

Entre os jovens, dois nomes se destacam, os dos atacantes xarás Gabriel, do Santos, e Gabriel Jesus, do Palmeiras, que interessam a diversos times do futebol europeu e devem estar no setor ofensivo junto com Neymar.

O técnico da seleção, de acordo com o planejamento inicial, seria Dunga, que acabou demitido após a eliminação na primeira fase da Copa América. O sucessor do capitão do tetra, Tite, optou por deixar a equipe olímpica nas mãos de Rogério Micale, que desde maio do ano passado é o treinador da sub-23.

No caminho do Brasil na busca pelo ouro, há rivais de peso, como Argentina, Alemanha, Portugal, mas grandes craques como Lionel Messi, Toni Kroos e Cristiano Ronaldo, além do colombiano James Rodríguez, do sueco Zlatan Ibrahimovic, entre outros, não foram liberados para participar do torneio.

A dificuldade dos técnicos em contar com jogadores expressivos foi tão grande, que o comandante alemão Horst Hrubesch apostou no atacante Nils Petersen, que até a temporada passada estava na segunda divisão do país, com o Freiburg, como um dos atletas acima de 23 anos.

Toda a seleção olímpica do país campeão mundial é composta por atletas que não jogaram pela equipe principal, mesma situação de Argentina, Dinamarca, Suécia, entre outras postulantes ao ouro olímpico.

Apesar de tudo, alguns talentos estrangeiros merecerão atenção nos gramados do Brasil, como o goleiro 'albiceleste' Gerónimo Rulli, o atacante colombiano Miguel Borja, o veterano meia nigeriano John Obi Mikel e o atacante mexicano Oribe Peralta, carrasco verde e amarelo em Londres.

A chance do primeiro ouro olímpico, claro, também é das mulheres, mas a seleção feminina não tem currículo tão vitorioso quanto a masculina e tem outros títulos pendentes, como o do Campeonato Mundial. Além disso, Marta e companhia não aparecem entre as favoritas ao título.

Nos Jogos Olímpicos de 2012, as brasileiras caíram nas quartas de final, perdendo para o Japão. Três anos depois, no Mundial, acabaram eliminadas nas oitavas, com derrota para a Austrália.

Para recuperar o espaço perdido nos últimos anos e tentar voltar ao pódio do torneio, o que não acontece desde 2008, com a conquista da segunda medalha de prata consecutiva, a CBF montou um grupo permanente de atletas, que contou com zagueira Bruna Benites, a meia Thaisa, as goleiras Bárbara e Aline.

Outra integrante é a veterana Formiga, de 38 anos, que encarará os Jogos Olímpicos pela sexta vez. A primeira foi em Atlanta, há 20 anos, e desde então, não houve mais realização do evento sem a ex-jogadora de São Paulo, Santos, entre outros clubes do Brasil, Suécia e Estados Unidos.

A estrela da companhia, no entanto, continua sendo Marta, uma das maiores jogadoras de todos os tempos. Também são destaques a zagueira Érika e a atacante Cristiane, ambas do Paris Saint-Germain.

A concorrência no feminino para o Brasil é bem mais dura do que para no masculino, já que as grandes rivais terão força máxima. Caso dos Estados Unidos, que detêm os títulos mundial e olímpico, e só foram ameaçados pelo temor da zika, que quase tirou a goleira Hope Solo dos Jogos.

Prata em 2012 e vice em 2015, a seleção japonesa é a grande ausência da competição, após decepcionar no Pré-Olímpico da Ásia, ficando na terceira colocação, atrás das classificadas Austrália e China. Com isso, França e Alemanha devem ser as maiores concorrentes das americanas.

Outro grande protagonista dos torneios de futebol dos Jogos Olímpicos é Maracanã. Palco da final da Copa do Mundo dois anos atrás, o estádio carioca receberá as duas disputas pelo ouro, no dia 19 de agosto no feminino, e no dia 20 no masculino.

Além disso, as competições têm a peculiaridade de serem iniciadas antes da Cerimônia de Abertura. A primeira rodada entre as mulheres será no dia 3. No dia seguinte a bola rolará para os homens. EFE

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