Esporte

Maior medalhista olímpico, Phelps supera problemas para competir no Rio

03/08/2016 18h39

Adrian R. Huber.

Rio de Janeiro, 3 ago (EFE).- O nadador americano Michael Phelps, maior vencedor da história dos Jogos Olímpicos - com 18 medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze -, declarou nesta quarta-feira que não se sente pressionado a chegar ao pódio no Rio de Janeiro e que encerrar a carreira competindo é a única coisa que importa.

O atleta de 31 anos, que foi o escolhido para carregar a bandeira dos Estados Unidos na cerimônia de abertura dos Jogos do Rio, concedeu hoje pela primeira vez uma entrevista coletiva na sala de imprensa do Parque Olímpico.

Disputando pela quinta vez os Jogos, o multicampeão olímpico, que estreou em Sidney 2000, ainda com 15 anos, tinha decidido se aposentar após os Jogos de Londres. A difícil relação com o pai, além de problemas com o álcool e o jogo, foram superados e o atleta anunciou o retorno às piscinas em 2014, com o objetivo de se classificar para competição deste ano no Rio.

"Para mim, conseguir se classificar para competir na equipe olímpica em 2000 (Sydney) já foi muito importante. E, depois, foi melhorando cada vez mais. É uma grande honra. Não tenho palavras", declarou Phelps, que compareceu à sala de imprensa junto com seu técnico, Bob Bowman, com quem começou a treinar aos 11 anos.

Segundo o maior medalhista olímpico da histórica, os Jogos do Rio serão especialmente emocionantes.

"Falei outro dia com meu agente que desta vez será muito mais emocionante do que em outros Jogos. Ser eleito para liderar a equipe na cerimônia de abertura é uma das coisas mais sensacionais que já me aconteceram", disse Phelps, que não se preocupa com a possibilidade de não voltar a ganhar medalhas nas provas que irá disputar: 100 e 200 metros borboleta; 200 metros medley; e, possivelmente, o revezamento dos 4x100 metros medley.

"Estou me divertindo. Bob e eu voltamos a fazer brincadeiras na piscina, durante os treinamentos. Vou ser capaz de encerrar a carreira como eu quero. E isso é a única coisa que me importa", ressaltou Phelps, que analisou a grande mudança de sua vida nos últimos anos.

"A mudança de tudo me esclareceu várias coisas, tanto na piscina como na vida. Experimentei coisas que possivelmente nunca tinham me acontecido anteriormente. Também houve muita gente que me influenciou, a quem estou muito agradecido. Entre eles este senhor aqui", destacou a lenda americana apontando para seu treinador.

"Estes dois últimos anos foram, sem dúvida, os mais fantásticos da minha vida. E não trocaria por nada", afirmou o atleta, que há pouco mais de dois meses se tornou pai de um menino, Boomer, fruto do relacionamento com a modelo Nichole Johnson.

"Nicole me manda fotos diariamente do menino. E vê-lo crescer é algo apaixonante. Estes serão - vou dizer assim, caso eu volte - meus potenciais últimos Jogos", disse Phelps entre risos.

"Saber que ele verá minhas últimas provas é algo que me alegra. Adoro a ideia de poder ver Boomer nas arquibancadas", frisou.

Phelps comentou ainda ter encontrado o tenista sérvio Novak Djokovic, número um do mundo, com quem conversou brevemente e aproveitou para tirar uma foto.

O assunto doping também foi tema da coletiva, em meio à suspensão de vários atletas russos dos Jogos do Rio. Perguntado a respeito, Bownman afirmou que o "sistema está quebrado e deve ser regulado".

"Sempre digo o mesmo : todos queremos atletas limpos. Eu sou o único que posso me controlar. E só posso controlar a mim mesmo, ninguém mais. Não sei se durante minha carreira posso dizer que sempre estive competindo em um esporte limpo. Estou de acordo com Bob que há muitas coisas que devem mudar. É muito triste que não possamos controlar tudo isto", lamentou Phelps que, mais que um competidor, é um ídolo de seus companheiros de equipe.

"Há gente na equipe que me diz isso. Inclusive Katie. É fantástico", indicou Phelps sobre Katie Ledecky, campeã olímpica dos 800 metros livres nos Jogos de Londres com 15 anos e que chega ao Rio como grande favorita à medalha.

"O fantástico dos Jogos é que não, importa quem seja, você sempre terá que competir no mais alto nível. Ser capitão desta equipe é algo especial", acrescentou a superestrela americana, que também deu declarações de apoio para a equipe de refugiados que competirá no Rio. Refugiados que, em muitos casos, tiveram que nadar de outra forma: para tentar salvar suas vidas.

"Este tipo de história demonstra quão fascinantes e potentes os Jogos podem ser. Estamos juntos, durante duas semanas, de pessoas de lugares, tradições e culturas muito diferentes. Para nos divertir e representar nossos países. Este é o evento mais fascinante no qual pode se estar", exaltou.

"Não há outro no qual se possa interagir com tanta gente. Espero que todos eles possam aproveitar. Para mim, os Jogos Olímpicos são a melhor coisa que já me aconteceu", finalizou Michael Phelps.

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