Esporte

Mônica relata sensação de marcar 1º gol do Brasil nos Jogos: "Emoção enorme"

03/08/2016 21h13

Rio de Janeiro, 3 ago (EFE).- A zagueira Mônica, que marcou o primeiro gol da vitória da seleção brasileira feminina de futebol por 3 a 0 sobre a África do Sul nesta quarta-feira, deixou clara sua felicidade por balançar as redes, mas aproveitou para alertar que a trajetória é longa rumo ao tão sonhado ouro olímpico.

"Estou mais nervosa agora do que em campo. Falar do gol é uma emoção enorme porque zagueira não está acostumada a fazer gol. Fico feliz pela oportunidade de marcar, nós treinamos a bola parada, e com o gol consegui deixar a equipe mais tranquila. Mas esse foi o primeiro passo, ainda há uma caminhada muito grande", comentou.

Mônica abriu o placar da partida aos 34 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, o ataque mostrou serviço com Andressa Alves, aos 13, e Cristiane, aos 44 minutos.

Diante de bom público no Estádio Olímpico Nilton Santos, o popular Engenhão, a zagueira enalteceu a experiência positiva de jogar com a torcida a favor, já que a seleção brasileira costuma disputar muitas partidas em outros países.

"Já estamos acostumadas a jogar fora, com a torcida contra nós, então poder jogar em casa e com a torcida toda a favor gera uma energia muito importante, principalmente quando tentamos uma jogada e não dá certo, fiquei muito feliz", comparou.

Além do apoio dos torcedores no estádio, a gaúcha Mônica contou com a presença da irmã, Vanessa, que viajou de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, apenas para assistir ao jogo.

"Tive vários amigos aqui, principalmente minha irmã, que representa a minha familia e veio só para o jogo. Poder estar em casa e ver a minha irmã foi uma emoção incrível, um momento que eu jamais vou esquecer. Em toda a minha carreira, não pude ficar muito com a família. Num momento desses, a estreia nas Olimpíadas, foi algo muito bonito", afirmou.

Jogadora do Orlando Pride, dos Estados Unidos, país que é potência no futebol feminino, Mônica disse torcer para que os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro sirvam para aumentar o interesse e o investimento nas mulheres que praticam o esporte no Brasil.

"A gente está caminhando devagar, mas acho que está evoluindo sim. E espero que essa Olimpíada em casa traga um pouco mais dos olhos para nós. Dentro da seleção, a gente tem toda a estrutura necessária, é a mesma do masculino, a melhor possível. Na realidade da nossa modalidade, sim, nós temos muito que melhorar", analisou.

O próximo desafio da seleção brasileira será neste sabado, novamente no Engenhão, contra a Suécia, que derrotou a África do Sul por 1 a 0 nesta quarta-feira e ocupa a segunda posição do grupo E, atrás do Brasil.

Caso vençam as suecas, as brasileiras garantem uma vaga nas oitavas de final, pois as duas primeiras seleções classificadas de cada grupo avançam para a próxima fase, assim como as duas melhores terceiras colocadas.

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