Esporte

Ídolo do Atlético de Madrid, Leivinha diz que time de Simeone joga "feio"

04/08/2016 20h46

Alba Santandreu.

São Paulo, 4 ago (EFE).- Ídolo do Atlético de Madrid nos anos 70, Leivinha disse nesta quinta-feira que o tipo de jogo proposto pelo técnico Diego Simeone na equipe é "feio" e "sem técnica".

"Não gosto de ver o Atlético de Madri atuando, não tem muita graça, não tem muita técnica", afirmou o ex-jogador em entrevista à Agência Efe, em São Paulo.

O ex-meia destacou, entretanto, que o time formado por Simeone é competitivo e "inspira confiança" nos torcedores, mas lamentou a falta de jogadas bonitas e ausência de um futebol mais técnico.

"Simeone era um bom jogador. Às vezes era violento, mas sabia jogar. Ele formou um Atlético de Madrid com essa mesma cara", analisou.

Tio do volante do Liverpool Lucas Leiva, o ex-jogador chegou ao Atlético em 1975 junto com o amigo e então companheiro de Palmeiras Luis Pereira, ambos então sob as ordens do ex-técnico da seleção espanhola Luis Aragonés.

"Era um grande treinador. Falava a mesma língua que os jogadores", contou Leivinha, que herdou a camisa 8 de Aragonés.

De sua passagem pela equipe madrilenha, com a qual ganhou um Campeonato Espanhol e uma Copa do Rei, Leivinha lembra com carinho da estreia com três gols contra o Salamanca e das incríveis pedaladas que conquistaram os torcedores 'colchoneros', que na época não eram acostumados a esse tipo de lance.

"Eu passava o pé direito por cima da bola e depois saía pela esquerda. Na Espanha não conheciam muito essa jogada, mas depois isso se tornou algo mais comum e os defensores sabiam por onde eu iria. Tentei mudar o lado, mas não conseguia. Parece que é um dom natural que temos e não conseguimos mudar", contou.

Na época, o brasileiro também se destacou pelas excelentes finalizações de cabeça. Para Leivinha, a qualidade servia para aumentar a versatilidade de seu jogo.

Aos 66 anos e com várias cirurgias no histórico, o ex-craque já não participa ativamente do mundo do futebol, mas acompanha as partidas pela televisão, o que fará também nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Idolatrado também no Palmeiras, o Leivinha acredita que a seleção brasileira olímpica é boa do ponto de vista técnico e tem chances de conseguir o ouro inédito, mas ressaltou que o futebol do país "vai demorar muito" para dar a volta por cima após os recentes fracassos.

"O Brasil não pode mais ser considerado o país do futebol, embora já tenha sido", opinou.

Da época como jogador, Leivinha guarda poucas lembranças em sua casa: apenas um livro sobre a história do Atlético de Madrid que ganhou de Luis Pereira e uma foto em preto e branco que tirou com Pelé, com quem atuou na seleção.

Os olhos chegam a ficar marejados quando ele conta que a foto foi tirada em uma partida entre Santos e Palmeiras em 1974.

"Esse foi o jogador que mais me marcou. Foi o maior de todos os tempos", disse.

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