Esporte

Felipe Wu nega pressão por "tabu" e ressalta concentração para ganhar a prata

06/08/2016 18h43

Rio de Janeiro, 6 ago (EFE).- Primeiro brasileiro em 96 anos a ganhar uma medalha no tiro esportivo em Jogos Olímpicos, Felipe Wu negou ter sentido pressão para quebrar o "tabu" e enalteceu a importância da concentração na conquista da prata na prova de pistola de ar 10m neste sábado, no Centro Olímpico de Tiro, no complexo de Deodoro.

"Todos me falavam sobre esse tabu, mas é complicado porque temos que nos concentrar no momento, no tiro atual. Se pensar em medalha, vou me esquecer do que tenho que fazer", comentou o paulistano.

A mesma concentração que evita a pressão por títulos também parece funcionar para os ruídos da arquibancada. Ao longo da fase final, um alto som de buzina foi repetido por várias vezes na arquibancada, o que gerou a revolta de alguns torcedores, embora não tenha atrapalhado o desempenho na prova, segundo Wu.

"Realmente percebi o barulho da buzina, mas o atleta na linha de tiro só se importa com ele, com a arma e com o alvo. O barulho não afeta diretamente, meu foco é me concentrar. Depois houve até uma confusão, mas não há nenhuma regra que proíba o barulho", explicou o medalhista, que pela primeira vez participa dos Jogos Olímpicos.

Apesar de não se incomodar com fatores externos, o brasileiro atribuiu uma parte da conquista à torcida presente no local, que gritava "Wu, Wu, Wu" ao longo da disputa e quebrou o protocolo o cantar o Hino Nacional Brasileiro após a reprodução do hino do Vietnã, tocado por conta do ouro de Hoang Xuan Vinh.

"Até essa manhã eu dizia que a torcida não fazia muita diferença, mas fez em momentos em que eu não estava muito confiante. Foi muito legal cantarem o hino. O tiro é pouco conhecido e em alguns esportes a prata é um fracasso, mas para a gente é uma grande vitória. Cantar o hino foi um gesto muito bonito pra mim", argumentou.

A medalha de Wu também entra para a história por ser a primeira do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ao ser perguntado sobre o efeito que a conquista pode ter para o futuro do tiro esportivo no país, o atleta se disse esperançoso em relação à abertura de novos espaços para a prática do esporte.

"Que isso possa ajudar as pessoas que querem começar no esporte. Comecei a treinar na garagem de casa e hoje treino em excelentes condições no Clube Hebraica, que é privado e não tem a obrigação de me manter lá. Espero que surjam novos espaços para se praticar porque é um meio muito complicado", declarou.

Aos 24 anos, Felipe Wu é o atual líder do ranking mundial, e a nova medalha se junta ao ouro conquistado nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015. O título olímpico não veio por pouco: Wu terminou a fase final com 202,1 pontos, sendo ultrapassado no último tiro pelo vietnamita, que totalizou 202,5.

O bronze ficou com o chinês Wei Pang, que havia triunfado nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e chegou ao Rio de Janeiro como um dos favoritos. Outro grande nome da competição era o sul-coreano Jin Jong-Oh, campeão em Londres, em 2012, e dono de cinco medalhas olímpicas, que terminou na quinta posição.

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