Esporte

Jornalistas enfrentam problemas em 1º grande dia de competições no Rio 2016

06/08/2016 18h22

Rio de Janeiro, 6 ago (EFE).- Jornalistas que trabalham nos Jogos do Rio de Janeiro tiveram que enfrentar uma série de problemas, entre eles a qualidade da internet, falta de informações e até mesmo de comida em algumas arenas, neste sábado, primeiro grande dia de competições do evento, que segue até o dia 21 de agosto.

O incidente mais grave ocorreu no Centro Olímpico de Hipismo, no complexo de Deodoro. Um tiro atingiu a sala de imprensa montada no local, sem deixar feridos, segundo a organização. A bala chegou a perfurar a estrutura de lona e foi recolhida dentro da sala.

Os responsáveis pela segurança dos Jogos do Rio estão investigando o caso. O Comitê Organizador Rio 2016 deve divulgar uma nota com mais detalhes sobre o incidente, disse um porta-voz.

Na Arena do Futuro, onde a seleção brasileira feminina de handebol estreou no torneio olímpico com a vitória sobre a Noruega, parte das tribunas de imprensa não tinha tomadas. O sistema Wi-fi gratuito para os jornalistas se conectarem à internet estava instável, e muitos enfrentavam problemas para enviar informações às redações.

Depois da partida do Brasil, vários itens do cardápio estavam em falta. O problema se repetiu em outros pontos do Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Na Arena Carioca 2, que recebia as competições do judô, a comida acabou completamente no horário do almoço. Também não havia voluntários para fornecer informações na área de alimentação.

Quem tentou notificar o desempenho da campeã olímpica Sarah Menezes e do medalhista de bronze Eduardo Kitadai na Arena Carioca 2, também enfrentou problemas de falta de tomadas e internet instável e lenta. Casos semelhantes foram registrados no Centro Olímpico de Tênis, sem pontos de eletricidade para os profissionais que trabalhavam no local.

No Centro Olímpico de Tiro, também no complexo de Deodoro, as lanchonetes tiveram um problema com a distribuição de embalagens e bandejas, que não chegaram a tempo para o inicio das competições no local e só poderão ser utilizadas a partir de domingo. Um dos estabelecimentos só servia bebidas, enquanto o outro vendia comidas com guardanapos.

Além disso, os problemas se repetiram no Centro Principal de Mídia (MPC, na sigla em inglês), no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, principal área construída para o cerca de 5 mil jornalistas credenciados para cobrir o evento.

Em alguns momentos, faltou café para os profissionais que trabalhavam no local. A organização tentou resolver o problema distribuindo pacotes de café solúvel e água quente, que também se esgotou rapidamente.

Antes mesmo do início dos Jogos Olímpicos, a Associação Internacional de Jornalistas Esportivos criticou as condições de trabalho no MPC. "Á agua não é suficiente. O café e o chá simplesmente não são servidos em quantidades adequadas. Não há onde comprar comprar comida dentro do MPC. Nem mesmo um local que venda sanduíches e lanches", disse o órgão em nota.

O sistema de ônibus que transporta os jornalistas entre as arenas do Parque Olímpico da Barra da Tijuca também tem sido alvo de críticas. Não há voluntários dentro dos veículos para informar como as linhas funcionam. Profissionais que já estiveram nos locais tentam ajudar os companheiros a se deslocar dentro do complexo, que recebe a maior parte das competições dos Jogos do Rio.

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