Esporte

Dono de 3 ouros olímpicos, Uchimura rejeita comparações com Phelps e Bolt

10/08/2016 22h47

Rio de Janeiro, 10 ago (EFE).- Adorado por fãs e espectadores presentes na Arena Olímpica do Rio nesta quarta-feira e mesmo por seus concorrentes, que o definem como o Michael Phelps ou o Usain Bolt da ginástica, o japonês Kohei Uchimura fugiu das comparações e disse que sua modalidade ainda precisa crescer muito para que se junte a essas lendas.

"Falta um amadurecimento para a ginástica para que se torne tão grande quanto a natação ou o atletismo. Phelps e Bolt todo mundo sabe quem são. Mas quem é Uchimura? Quem é esse cara? As pesssoas realmente conhecem? Não digo isso em meu nome, por algo individual, mas espero que a ginástica cresça tanto quanto a natação cresceu com Phelps e o atletismo com Bolt", disse Uchimura em entrevista coletiva após conquistar o bicampeonato olímpico no individual geral.

A prova vem sendo dominada pelo atleta asiático há sete anos. Desde 2009, são seis títulos mundiais e dois dos Jogos Olímpicos, incluindo o de hoje. Ele ainda tem outro ouro, obtido na última segunda-feira por equipes, e quatro pratas.

O ídolo japonês admitiu ser o queridinho dos fãs, mas negou com veemência ter a simpatia dos juízes e rechaçou qualquer possibilidade de favorecimento no individual geral, em que bateu o ucraniano Oleg Verniaiev por apenas 0.099.

"De forma alguma, isso jamais aconteceria. Todos os atletas estão em igual situação em termos dos olhares dos juizes. As argolas e barras paralelas, por exemplo, não são muito boas para mim, enquanto mas Oleg tem equilíbrio em termos de habilidade. Mas isso de favorecimento não exsite. A gente vai para cada aparelho e tenta dar o melhor de si. Juizes são seres humanos, mas são profissionais, e não há espaço para viés pessoal na hora de dar nota", argumentou.

Os próximos Jogos Olímpicos acontecerão em Tóquio, em 2020. Uchimura manifestou o desejo de competir em casa, mas admitiu que será difícil manter-se competitivo e vitorioso por muito tempo.

"Estarei com 31 anos, não estarei no meu auge. Para me classificar, terei antes de mais nada de descansar. Depois, precisar levar isso em consideração mais seriamente porque não sei se serei capaz de bater outros atletas. Talvez tenha de selecionar de quais provas participar, mas me motiva o fato de que minha filha vai ter idade para me ver, ver do que o pai dela é capaz", destacou.

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