Esporte

"OBS", a rede de TV criada pelo COI para garantir cobertura total dos Jogos

11/08/2016 06h01

Rio de Janeiro, 11 ago (EFE).- Há no Rio de Janeiro uma rede de televisão que oferece o que nenhuma outra poderia dar a seus espectadores: imagens e som de absolutamente todas as competições que são disputadas nos Jogos Olímpicos, recolhidas em 9100 horas de transmissão ao vivo.

A "OBS", organização criada em 2001 pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para produzir e transmitir imagens dos Jogos, não é uma entidade comercial e não compete no mercado. A sua principal missão é satisfazer às redes de televisão que o fazem. São elas que pagam a festa, definitivamente.

A venda dos direitos de transmissão representa não só a maior fonte de financiamento dos Jogos Olímpicos, mas também do Movimento Olímpico em geral. "A maioria das federações e dos comitês olímpicos nacionais se sustentam graças a essa receita", lembrou o presidente-executivo da "OBS", o grego Yiannis Exarchos.

Para satisfazer de maneira imparcial as necessidades das 105 redes de televisão que adquiriram os direitos, a "OBS" (Olympic Broadcasting Services) tem que estar em todas partes, sem desculpas.

"Temos a possibilidade de entrevistar absolutamente todos os medalhistas dos Jogos. Em Londres só não entrevistamos um deles. Nenhuma rede de televisão pode fazer isso, é algo que nos valoriza", comentou Exarchos durante entrevista coletiva.

Para conseguir cobertura total, a "OBS" tem 85 mil metros quadrados de instalações no Rio, além de ter instalado 25 mil quilômetros de cabos e contar com 5.800 funcionários, entre eles mais de 1.200 estudantes brasileiros que fazem estágios remunerados.

Já a audiência global estimada dos Jogos é de cinco bilhões de pessoas em mais de 220 territórios.

As seguidas inovações da indústria televisiva obrigam a "OBS" a contínuas adaptações. Agora, eles tiveram que redesenhar toda sua identidade para adaptá-la às telas 16:9 (widescreen), que eram menos da metade dos televisores em 2012, nos Jogos de Londres.

Além de produzir o sinal das cerimônias e de todos os esportes, Exarchos explicou que os possuidores dos direitos demandam conteúdos adicionais como guias dos diferentes esportes, trailers, tomadas aéreas e cenas dos bastidores.

Essas últimas vão parar também no novo Canal Olímpico que será lançado como plataforma digital no dia 21 de agosto, quando acaba esta edição dos Jogos.

O Canal Olímpico, "que não tem os direitos de transmissão", lembrou Exarchos, "poderá utilizar na internet as imagens dos Jogos a partir do encerramento". Com sede em Madri, como a "OBS", o veículo já tem 18 pessoas trabalhando com as imagens produzidas no Rio.

O responsável pela televisão olímpica está satisfeito com as imagens dos Jogos de Rio produzidas até agora, embora tenha uma queixa de ordem estética: "As sedes não estão vestidas como gostaríamos".

Com isso, Exarchos se refere à falta de elementos decorativos (cartazes, banners) nas instalações olímpicas.

"Isso não tem a ver com o que foi preparado, mas com o fornecedor do material, que falhou com os organizadores. Não é o que esperávamos. A parte boa é que numa cidade da beleza do Rio, isso é compensado com sobras", ressaltou.

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