Esporte

Rebeca lamenta distância para o pódio, mas comemora participação no Rio 2016

11/08/2016 19h47

Rio de Janeiro, 11 ago (EFE).- Feliz com o resultado, mas ciente de que poderia ter se apresentado melhor na final individual feminina da ginástica artística nos Jogos do Rio de Janeiro, a brasileira Rebeca Andrade celebrou nesta quinta-feira sua primeira participação olímpica e ressaltou que o fato de estar competindo com as melhores do mundo já a torna uma campeã.

"Não foi a melhor apresentação que eu já fiz na minha vida, mas eu estou muito feliz de ser considerada uma das melhores atletas do mundo e ficar na 11ª colocação do individual geral só com 17 anos. (...) Não fiz uma boa trave, não fiz uma boa paralela, como nos primeiros dias, mas são coisas que acontecem", disse a atleta, que foi a única representante do Brasil na prova depois da lesão sofrida por Jade Barbosa.

Com a 11ª colocação no resultado geral, a atleta lembrou dos momentos difíceis de sua carreira. Rebeca pensou em desistir depois de lesionar gravemente o joelho, mas se recuperou a tempo de representar o Time Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016.

"Valeu a pena. Se eu estou aqui, eu sou uma campeã. Então estou muito feliz. Agradeço a minha mãe e aos meus treinadores que não me deixaram desistir. Sou uma guerreira", destacou.

Rebeca também ressaltou a oportunidade de compartilhar o tablado com as melhores ginastas do mundo. E, claro, falou sobre a americana Simone Biles, um dos principais nomes da modalidade e que conquistou hoje seu segundo ouro no Rio de Janeiro.

"Vai ser muito bom para a minha carreira. Estou ganhando muito mais experiência. Competi ao lado da Simone, das melhores do mundo. A Simone falou que meu salto é incrível e eu fiquei muito feliz", disse Rebeca aos jornalistas após a competição.

Perguntada sobre o rigor dos juízes sobre sua nota no solo - 15.566 -, a brasileira preferiu não questionar a decisão.

"Eu acho que eu merecia essa nota. A gente tem que aceitar, não adianta vaiar, chiar, nada. Eu poderia ter feito um solo muito melhor, mas foi o máximo que eu pude fazer hoje. Estou satisfeita".

Rebeca também falou sobre o barulho feito pela torcida na Arena Olímpica do Rio.

"Acho que eu trabalho muito isso com a minha psicóloga (Aline Wolf). Ela fica gritando e colocando sons antes das competições. Ajuda bastante. Ela fala para a gente entrar como se fosse em uma bolha, esquecer de todo mundo. É só eu e o aparelho. Funciona, mas é claro que fiquei emocionada. Todo mundo gritando seu nome, não sei nem quantas pessoas têm aqui. É muito bom. Parece que eu sou uma estrela", disse Rebeca, revelando ainda não ter se encontrado com Jade após a lesão da companheira de equipe.

"Para a competição, a lesão dela não me afetou em nada. Mas é claro que a gente fica preocupada. Eu treino com ela todos os dias, sei o que passamos e isso é muito ruim", concluiu.

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