Esporte

Após 22º ouro, Phelps revela sacrifício: "O corpo está doendo"

12/08/2016 02h07

Rio de Janeiro, 12 ago (EFE).- A cada dia que se passa, Michael Phelps escreve mais capítulos na história, como a conquista do 22º ouro olímpico da carreira na noite desta quinta-feira, ao se tornar tetracampeão dos 200 metros medley, mas o nadador americano confessou após a vitória que o corpo já não é o mesmo de anos atrás.

"Não sei até quando ou se vou ser capaz (de competir), agora não sei o que dizer. O corpo está doendo, estou cansado. Antes, conversei alguns amigos e recebi mensagens de incentivo. Nadei muito bem hoje, mas me esforcei para ficar na água e fui o mais rápido que pude", explicou em coletiva de imprensa.

De acordo com Phelps, hoje com 31 anos, a resposta do corpo está muito diferente em relação ao que sentia quando era mais novo. No entanto, a vontade de vencer é o que serve de combustível para continuar a competir em alto nível.

"É muita dor ao cair na agua porque não tenho mais 18 anos, mas gosto de treinar como se tivesse 18 anos. O corpo dói, mas é ótimo subir ao topo do pódio. Quando me aposentar, vou sentir falta disso. Quando ouvir o hino nacional americano vou me lembrar de tudo, e sempre choro quando ouço", comentou.

A marca de Phelps nos Jogos Olímpicos começou a ser deixada em Atenas, em 2004, quando o americano conquistou seis ouros e dois bronzes. Quatro anos depois, em Pequim, foram oito ouros. Em 2012, em Londres, quatro ouros e duas pratas. Contando com os quatro ouros no Rio de Janeiro, são 26 medalhas no total.

"Ryan (Lochte) e eu estamos desde 2004 na equipe olimpica dos Estados Unidos, e continuamos competitivos. É louco pensar nessas coisas, mas é muito legal, porque tenho feito tudo o que sempre quis. Tem sido uma grande carreira (risos). Estava brincando com Ryan, como ainda disputamos todas essas competições?", brincou.

Atleta mais premiado da história dos Jogos, Michael Phelps ainda terá a chance de conquistar mais duas medalhas nesta sexta-feira, nos 100m borboleta e no revezamento 4x100m medley masculino.

"Quando cheguei aqui, sabia que não seria facil, era muita dor, mas era algo que eu tinha que fazer. Eu queria fazer. Ainda tenho duas corridas. Uma das melhores coisas é que consigo alcançar tudo o que quero. Quando criança, você pode sonhar. Eu trabalho duro para conseguir e agradeço pelo apoio que recebo", disse o americano.

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