Esporte

Bellucci diz que manteve nível e que eliminação foi mérito de Nadal

12/08/2016 18h34

Rio de Janeiro, 12 ago (EFE).- Eliminado nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro com uma derrota de virada, o tenista brasileiro Thomaz Bellucci considerou nesta sexta-feira que o revés não se deve a uma queda em seu rendimento, e sim ao crescimento do adversário, o espanhol Rafael Nadal.

"Foi um grande jogo, e poderia ter sido diferente se eu tivesse aproveitado uma pequena chance que tive no comecinho do segundo set. De qualquer maneira, o Rafa conseguiu jogar muito bem a partir do segundo set, se defendeu muito bem, variou mais o jogo e sacou melhor. Não acredito que eu tenha caído muito de nível, e sim ele quem subiu", comentou o número 1 do Brasil e 54 do mundo na zona mista do Centro Olímpico de Tênis.

Bellucci saiu em vantagem e fez 1 set a 0, mas foi derrotado por 2 a 1, com parciais de 2-6, 6-4 e 6-2. Ele destacou que do outro lado da quadra estava um do melhores do circuito e se disse satisfeito com o próprio desempenho.

"Acredito que dei meu 100% dentro de quadra, e acredito que seja isso foi determinante para que gritem meu nome ao final do jogo. Foi uma grande vantagem jogar com o carinho e o apoio dessa torcida. Perdi para o número 5 do mundo, ele era favorito. Claro, eu poderia ter ganhado, mas tenho de sair com a cabeça erguida", destacou.

"Quando se joga contra um tenista do nível do Nadal, tem de entrar sabendo que é preciso arriscar um pouco mais e eu fiz isso. Ao final do jogo, fiquei com a sensação de que fiz tudo que poderia dentro da quadra, que não tinha de ter feito nada de diferente", completou o tenista da casa.

Bellucci deixa o torneio sem subir ao pódio, mas se tornou o primeiro brasileiro a chegar às quartas em uma edição de Jogos Olímpicos em simples desde 2000, quando Guga realizou o feito em Sydney.

"Saio feliz, a semana foi muito positiva para mim, independentemente de ter batido na trave de conseguir uma medalha, que seria inédita e muito especial para mim. Consegui fazer bons jogos", avaliou.

Principal nome do tênis nacional em simples há alguns anos, o paulista vive uma relação de amor e ódio com alguns torcedores, que acreditam que o atleta de 27 poderia ir mais longe. Ele espera ser mais valorizado a partir de agora.

"Espero que a torcida possa valorizar não só a mim, mas todos os atletas que conseguem chegar a um alto nível em um esporte competivo como é o tênis. Não é fácil se manter entre os 50, os 100 melhores, e em algumas vezes as pessoas não sabem reconhecer o trabalho que a gente faz", considerou.

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