Esporte

Seleção argentina, Messi e a crônica de um retorno anunciado

12/08/2016 19h59

Sebastián Meresman.

Buenos Aires, 12 ago (EFE).- Lionel Messi renunciou à seleção argentina na madrugada do dia 27 de junho triste por perder sua quarta final, a terceira consecutiva, representando o país. Nesta sexta-feira, após 46 dias de incerteza e fadiga, os argentinos sorriem: o capitão voltará a vestir a camisa branca e azul.

Apesar de causar preocupação no país, a aposentadoria nunca preocupou completamente os argentinos, que imaginavam que, cedo ou tarde, o jogador reverteria sua decisão.

"Passaram muitas coisas pela minha cabeça desde a última final e pensei seriamente em deixar a seleção, mas amo demais meu país e esta camisa", disse hoje Messi através de um comunicado.

Com a camisa da Argentina, Messi conquistou o Mundial sub-20 de 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. No entanto, ainda não conseguiu um troféu com a equipe principal, com a qual foi vice-campeão da Copa América de 2007, da Copa do Mundo de 2014, da Copa América do Chile, em 2015 e da Copa América Centenário de 2016, nos Estados Unidos.

"Já deu, acabou para mim a seleção. Foram quatro finais, não é para mim. Busquei um título e não consegui, mas acho que já deu. Já tentei muito. Dói para mim mais que para qualquer outro não poder ser campeão com meu país. Mas não consegui", disse Messi no dia 27 de junho, horas a derrota na final da Copa América Centenário.

Desde que Messi anunciou sua renúncia à seleção, começou na Argentina uma forte campanha para tentar convencê-lo a permanecer na equipe.

Diego Maradona, Pelé, Jorge Valdano, César Luis Menotti, companheiros de seleção, treinadores, ex-jogadores e até o presidente da Argentina, Mauricio Macri, manifestaram publicamente seus desejos de que Messi mudasse de ideia.

A hashtag #NoTeVayasLio inundou as redes sociais durante dias, com direito a homenagem dos campeões mundiais pela Argentina em 1986, que posaram para foto com um cartaz de apoio a Messi em frente ao parlamento do país.

Ainda que o amor de Messi pela seleção criasse suspeitas sobre a irreversibilidade de sua decisão, as manifestações de carinho foram constantes.

O prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, inaugurou uma estátua do atacante no dia 28 de junho. Além disso, poucos dias depois, vários argentinos se reuniram no Obelisco, local histórico de comemorações de vitórias esportivas, para mostrar seu amor por Messi e pedir a permanência do jogador na seleção.

"Agradeço a todas essas pessoas que querem que eu continue a jogar pela Argentina. Tomara que possamos dar a eles alguma alegria em breve", afirmou o jogador.

A renúncia de Messi monopolizou a atenção da imprensa desde o final de junho, com direito à manchete do jornal esportivo "Olé" - "No te vás" - com uma foto do jogador chorando após a derrota na final da Copa América dos Estados Unidos.

Alguns dias antes de anunciar a aposentadoria da seleção, o jogador do Barcelona criticou nas redes sociais a Associação do Futebol Argentino (AFA) pela desorganização nas viagens nos Estados Unidos, sede da Copa América deste ano.

Duas semanas depois do "adeus", o então técnico da Argentina, Gerardo Martino, pediu demissão do cargo e também disparou contra a AFA, agora controlada por uma comissão criada pela Fifa e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

A entidade reguladora contratou Edgardo Bauza como novo técnico, e a primeira coisa que fez o treinador foi uma viagem para a Espanha para "falar de futebol" com Messi e Mascherano.

"Existem muitos problemas no futebol argentino, não pretendo criar mais um. Não quero causar nenhum problema, sempre quis o contrário, ajudar em tudo o que puder. É preciso acertar várias coisas em nosso futebol, mas prefiro fazer isso de dentro, e não criticando de fora", explicou Messi nesta sexta.

Bauza, AFA, os companheiros de seleção e os argentinos em geral podem respirar aliviados: Messi continuará jogando com a camisa argentina.

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