Esporte

Bárbara "rouba" lugar de Marta como heroína e põe Brasil na semifinal

13/08/2016 01h52

Redação Central, 12 ago (EFE).- Palco da maior decepção da história do futebol brasileiro, o Mineirão teve uma noite de sexta-feira bárbara com a vitória da seleção feminina sobre a Austrália nas cobranças de pênaltis por 7 a 6, após empate de 0 a 0 no tempo normal, e a classificação para a semifinal dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Diferente daquele 8 de julho de 2014, quando os brasileiros viram a seleção masculina ser massacrada pela Alemanha no famoso 7 a 1, pelas semifinais da Copa do Mundo, a torcida que compareceu ao estádio mineiro deixou as arquibancadas com um enorme sorriso no rosto após ver a luta e por consequência a classificação vinda das mãos da goleira Bárbara, que defendeu duas penalidades, após a craque Marta não converter a sua cobrança.

Além de manter viva a chance da conquista da inédita medalha de ouro, o resultado serviu também como uma espécie de "vingança" para as brasileiras, que no Mundial do Canadá, no ano passado, foram eliminadas pelas australianas nas oitavas de final.

A seleção brasileira foi empurrada durante os 120 minutos de jogo pela torcida que compareceu em peso ao Mineirão, mas não conseguiu furar a boa defesa australiana. Após um primeiro tempo equilibrado, o Brasil pressionou bastante as adversárias na segunda etapa, mas o gol teimou em não sair.

No entanto, quase que a festa dos torcedores chega ao fim, aos 40 minutos do segundo tempo, quando Chloe Logarzo acertou o travessão de Bárbara, com a bola saindo em seguida. Mas minutos depois, foi a vez do Brasil quase marcar com a atacante Andressa Alves, que viu a goleira australiana Lydia Williams fazer uma grande defesa e tirar o seu gol.

A prorrogação seguiu o roteiro do tempo normal, com o Brasil atacando e a Austrália se defendendo, tentando surpreender no contra-ataque. Já nos pênaltis, os gols estavam sendo convertidos até que Marta, responsável por fazer a última cobrança brasileira, viu Williams buscar a bola em seu canto direito. Foi aí que surgiu o grande nome da noite.

Se Katrina Gorry convertesse, o sonho da conquista do ouro olímpico em casa chegaria ao fim, mas Bárbara fez a defesa, para alívio de Marta que desabou no gramado ao ver que a esperança da vaga para a semifinal estava viva.

Nas cobranças alternadas, Debinha, Mônica e Tamires marcaram para o Brasil. Mas Alanna Kennedy não conseguiu passar pela bárbara Bárbara, que defendeu seu segundo pênalti e escreveu seu nome como um dos grandes personagens dos Jogos Olímpicos do Rio.

Na semifinal, que será disputada no Maracanã, na próxima terça-feira, o Brasil voltará a enfrentar a Suécia, que foi goleada pelas anfitriãs na fase de grupo por 5 a 1. A outra partida, também no mesmo dia, será entre Alemanha e Canadá, no Mineirão.

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