Esporte

Brasil apanha, mas bate Colômbia na bola e vai às semifinais pela 7ª vez

14/08/2016 00h26

São Paulo, 13 ago (EFE).- Em jogo de futebol, mas que por vários momentos do primeiro lembrou luta de rua, a seleção brasileira venceu a Colômbia por 2 a 0 neste sábado na Arena Corinthians, em São Paulo, e se classificou para as semifinais dos Jogos Olímpicos pela sétima vez na história.

O primeiro gol da partida saiu a partir de uma das 19 faltas cometidas pelos colombianos em todo o confronto, ainda no primeiro tempo. O capitão Neymar cobrou com a categoria que lhe é peculiar e enfim balançou a rede no Rio 2016. Nos instantes finais, Luan selou a classificação.

Em busca do inédito e sonhado ouro olímpico, a seleção anfitriã enfrentará Honduras, que também neste sábado eliminou a Coreia do Sul e terá chance de revanche, já que em Londres 2012 caiu diante do Brasil nas quartas. O jogo acontecerá na próxima quarta-feira, às 13h, no Maracanã, e quem se classificar brigará pelo título com Alemanha ou Nigéria.

O técnico Rogério Micale mais uma vez apostou no que apelidou de "caos organizado", com quatro atacante, esquema que deu certo na terceira rodada da fase de grupos e proporcionou a goleada sobre a Dinamarca por 4 a 0.

Na Colômbia, os nomes mais conhecidos foram o zagueiro Balanta e o atacante Téo Gutiérrez, campeões da Taça Libertadores do ano passado pelo River Plate, além do também atacante Pabón, que teve passagem discreta pelo São Paulo e atualmente defende o Monterrey, do México.

A partida em Itaquera começou com um susto para a torcida local. Aos sete minutos, Rodrigo Caio recuou na fogueira para Weverton, que foi pressionado por Preciado, mas a arbitragem marcou falta do atleta da seleção visitante.

Não demorou muito para que o jogo ficasse pegado, com entradas muito duras. Palacios levou cartão por acertar uma cotovelada sem bola em Gabriel Jesus. Neymar aproveitou, fez a cobrança direta e, com a colaboração da barreira, que abriu, acertou o canto direito e fez 1 a 0.

Os lances ríspidos eram maioria nos dois lados, mas o Brasil conseguia demonstrar certa criatividade. Aos 20 minutos, a bola foi de pé em pé no ataque da equipe anfitriã, mas Neymar errou o último passe, que deixaria Gabriel Jesus na cara do gol.

Os 'Cafeteros' incomodaram novamente aos 24, em levantamento para a área da esquerda. Weverton não saiu bem e socou no pé de Preciado, que chutou mal e encobriu a meta. Os donos da casa responderam com Luan, que cortou na entrada da área, mas bateu mal de pé direito, quando deveria ter usado o esquerdo, e cedeu tiro de meta.

Foi aberta então a temporada de caça a Neymar, que sofreu pelo menos cinco faltas muito duras. Na bola, a Colômbia tentou novamente aos 38, Com Pabón, mas seu companheiro de time nos tempos de São Paulo Rodrigo Caio chegou de carrinho e travou.

Os colombianos voltaram do intervalo com dois campeões da Libertadores pelo Nacional de Medellín, o volante Pérez e o atacante Miguel Borja, carrasco do São Paulo nas semifinais do torneio continental com quatro gols em dois jogos.

As mudanças tornaram os visitantes mais perigosos, e Weverton trabalhou duas vezes seguidas aos seis minutos, primeiro em tentativa do próprio Borja, que ganhou de Rodrigo Caio, e depois em tentativa de fora da área de Pabón.

O duelo continuava equilibrado, e Neymar demonstrou isso aos dez, quando tocou para Luan. O atacante do Grêmio girou e chutou em cima de Bonilla, que saiu para abafar. No rebote, Walace carimbou a marcação.

Importante na defesa, Rodrigo Caio também apareceu bem no campo de ataque, aos 19 minutos. Após cobrança de falta da direita, o zagueiro subiu livre na segunda trave e cabeceou para baixo para grande intervenção do goleiro colombiano.

Micale então fechou o time trocando atletas do Santos. Apagado, o atacante Gabigol deu lugar ao volante Thiago Maia, que foi titular nas duas primeiras partidas, mas cumpriu suspensão na terceira e neste sábado perdeu a posição para Walace.

O jogo então caiu de ritmo. O Brasil não se esforçava muito para matar o confronto, e a Colômbia já não tinha a mesma inspiração e até a transpiração anteriores. Aos 30, Lerma finalizou de muito longe e sequer assustou.

Para fugir de qualquer risco de uma daquelas chamadas "bolas vadias", a seleção conseguiu o segundo gol aos 39 minutos. Neymar fez a enfiada, Luan percebeu o goleiro adiantado e, de fora da área, com curva, marcou o segundo.

Os 'Cafeteros' estavam entregues, e foi necessário apenas esperar o tempo passar. Neymar ainda poderia ter feito mais um, ao sair em disparada pela esquerda. A conclusão foi ruim, longe do alvo, mas não fez falta.



Ficha técnica:.

Brasil: Weverton; Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Luan, Gabriel (Thiago Maia), Neymar e Gabriel Jesus (Rafinha). Técnico: Rogério Micale.

Colômbia: Bonilla; Palacios, Tesillo, Balanta e Cristian Borja; Lerma, Barrios (Pérez) e Roa (Rodríguez); Téo Gutiérrez, Pabón e Preciado (Miguel Borja). Técnico: Carlos Restrepo.

Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia), auxiliado pelos compatriotas Bahattin Duran e Tarik Ongun.

Cartões amarelos: Neymar (Brasil); Palacios, Lerna, Preciado, Miguel Borja e Téo Gutiérrez (Colômbia).

Gols: Neymar e Luan (Brasil).

Estádio: Arena Corinthians, em São Paulo.

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