Esporte

Brasileiros afirmam que esgrima fez história no Rio e pedem mais investimento

14/08/2016 11h39

(Corrige quarto parágrafo).

Lucas de Vitta.

Rio de Janeiro, 14 ago (EFE).- Membros da equipe masculina brasileira de espada nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro afirmaram neste domingo que os atletas do país fizeram história na modalidade apesar da falta de medalhas e pediram a manutenção dos investimentos feitos antes do torneio para dar sequência ao trabalho.

Na primeira participação olímpica por equipes, o Brasil foi eliminado pela Venezuela após derrota por 45 a 25 nas oitavas de final, mas conseguiu nas disputas individuais resultados nunca antes obtidos na história do país.

No último sábado, a italiana naturalizada brasileira Nathalie Moellhausen chegou às quartas de final da espada, algo que nenhum outro atleta do país tinha conseguido até então. No domingo, no florete, o gaúcho Guilherme Toldo também foi às quartas, outro desempenho inédito, mas perdeu e ficou fora da disputa de medalha.

Toldo não participou hoje da competição por equipes da espada, mas, assim como Nathalie, teve o desempenho no individual ressaltado pelos companheiros. Athos Schwantes, um dos membros do time, afirmou depois da derrota para os venezuelanos que a esgrima obteve um resultado histórico, mas precisa de investimentos para seguir brilhando.

"A gente fez história, embora tenhamos ficado a um combate só da medalha em duas modalidades. Para o público isso pode parecer ruim, mas não, melhoramos nossos resultados em todas as armas, tivemos resultados incríveis. O fato de ter conseguido resultados que nunca tivemos em diversas áreas mostra o crescimento geral. Crescemos muito nesse ciclo olímpico e esperamos e torcemos que isso continue e melhore ainda mais", disse.

A equipe brasileira de esgrima tem investimentos garantidos através da Petrobras apenas até setembro. Para os atletas, os resultados no Rio de Janeiro justificam a sequência dos investimentos.

"Essa situação de ter verba, de ter investimento para a esgrima, só mostrou que com investimento a gente tem resultado. Que com investimentos trazemos resultados inéditos. Isso não só hoje, mas no ciclo olímpico inteiro. Tivemos o Renzo (Agresta) que foi campeão mundial militar, duas vezes campeão pan-americano. Isso ocorreu porque tivemos investimento e temos qualidade, embora a esgrima seja um esporte com poucos praticantes", disse Athos, tendo o apoio do companheiro de equipe, Nicolas Ferreira.

"Para continuar esse crescimento, a única coisa que a gente precisa é de investimento. Simplesmente deixamos o nosso país, nossa família. O presidente da confederação tinha comentado ontem e eu achei bem interessante. Enquanto o Brasil estava sendo descoberto, a esgrima já era um esporte competitivo na Europa. A gente abdica de tudo. Dos estudos, treinamos o dobro para tentar suprir essa diferença, se isola na Europa, e fazemos tudo mesmo para tentar fazer o máximo de crescimento. E o investimento só aumenta isso. É o que a gente precisa. Não precisamos de muito", afirmou Nicolas.

Para Guilherme Melaragno, outro dos membros da equipe de espada, a visibilidade trazida pela esgrima no Rio, esporte que foi um dos favoritos dos torcedores que vieram ao Parque Olímpico da Barra Tijuca durante a disputa do evento, pode garantir a evolução do esporte no país no futuro.

"Acho que as pessoas que assistiram à esgrima aqui pela primeira vez darão um impulso, teremos mais gente que gostou e vai acompanhar o esporte. Uma vez infectado com o vírus da esgrima, não tem cura", afirmou Melaragno sobre a participação brasileira na modalidade.

"Os Jogos do Rio trouxeram isso, o primeiro acesso. E a esgrima é apaixonante. Toda criança, menino ou menina, quer brincar de pirata, de espada, mas não sabem como. Se você deixar uma bola e uma espada no chão, a criança pega primeiro a espada, mas ela não vai saber as regras e vai para o futebol. Agora, estamos tendo a oportunidade de mostrar quais são as regras, ensinar o público", concluiu Athos.

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