Esporte

Murray lembra jogos difíceis da carreira e diz: "Talvez hoje tenha sido mais"

14/08/2016 23h36

Rio de Janeiro, 14 ago (EFE).- Bicampeão olímpico em simples, o britânico Andy Murray fez neste domingo, após a vitória sobre o argentino Juan Martín del Potro, um apanhado dos jogos mais difíceis que já disputou e garantiu que esta final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro está na lista.

"Quando ganhei do Novak na final do US Open (em 2012) também foi muito difícil, mas talvez hoje tenha sido mais. Na final nos Jogos de Londres, eu tinha perdido em Wimbledon semanas antes também jogando contra o Federer, o que também foi complicado. Hoje foi uma partida complicada na parte mental, com muita alternância, muitas quebras de saque", comparou o escocês em entrevista coletiva no Centro Olímpico de Tênis.

Murray começou a participação nos Jogos do Rio como porta-bandeira da Grã-Bretanha na cerimônia de abertura e agora deixou o evento vendo-a no ponto mais alto do pódio na quadra central.

"Significa muito ter carregado a bandeira, foi uma experiência incrível, uma oportunidade única. Foi muito emocionante, e hoje também foi, principalmente pela forma como a partida transcorreu. Estou feliz, mas também bastante cansado", admitiu.

Durante toda a final, o número 2 do mundo teve de lidar com a pressão dos torcedores argentinos. Em um momento decisivo no último game do duelo, ele errou um drop shot por culpa de um torcedor, que gritou no meio do ponto e inclusive foi retirado da arquibancada por integrantes da Força Nacional.

"Acho que foi grande atmosfera, não houve grandes prolbemas, eu acho. O público foi justa, jogou limpo, e muitos tenistas querem jogar assim. Os Grand Slams são mais silenciosos, o público não apoia assim nem canta assim. Isso só é visto na Copa Davis, onde 10 mil pessoas apoiam a equipe da casa e também cria uma atmosfera ótima", comentou Murray, que acredita estar em condições melhors para brigar para enfim liderar o ranking da ATP.

"Nos últimos meses, venho sendo competitivo. Ganhei de Novak em Monte Carlo, venho sendo competitivo nos grandes torneios e realmente nunca estive tão perto, com boas vitórias, mas Novak nos últimos dois anos tem sido incrível, consistente. Preciso encontrar a forma de continuar indo adiante", analisou.

Sobre Del Potro, que de 2014 até o começo deste ano teve de lutar contra as lesões, Murray considerou "definitivamente possível" que o argentino, ex-número 4 do ranking e hoje em 141º lugar, volte às primeiras posições.

"É só ver as grandes partidas que ele venceu. É preciso ver se a confiança dele é forte o suficiente. Ele precisa ter cabeça, foram muitas lesões. Ele aproveitou para melhorar o slice, e o forehand dele sempre foi bom. Bater no backhand tem sido difícil, mas é só vermos que venceu o Novak e o Rafa aqui, venceu o Wawrinka em Wimbledon, e acho que pode voltar à parte de cima do ranking", opinou.

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