Esporte

Dani Piedade lamenta sonho perdido, mas afirma que não via Brasil favorito

16/08/2016 13h05

Rio de Janeiro, 16 de ago (EFE).- Abalada depois da precoce eliminação do Brasil para a Holanda nas quartas de final do torneio feminino de handebol dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a pivô Dani Piedade afirmou nesta terça-feira que a derrota representou um sonho perdido, mas destacou que não via a seleção como favorita.

"Sempre buscamos o melhor, o resultado positivo. Infelizmente, nosso sonho ficou para trás. A equipe ajudou de todas as formas. Em todos os momentos, todas nós estávamos muito positivas para conquistar essa medalha olímpica, a tão sonhada medalha olímpica. Mas, mais uma vez, as quartas de final tiraram nosso sonho", afirmou a jogadora, emocionada, após a derrota, lembrando também o tropeço contra a Noruega há quatro anos durante os Jogos de Londres.

Questionada se o favoritismo do Brasil no torneio atrapalhou a equipe a chegar à inédita semifinal olímpica, Dani disse que não via a equipe como principal candidata ao pódio por causa da qualidade das adversárias que disputam a competição no Rio 2016.

"Eu sabia que outras dez equipes tinham a possibilidade de ganhar medalha. Nós tínhamos o sentimento de que éramos capazes, mas, em nenhum momento, nos vimos como favoritas. Na fase classificatória estava tudo dando certo, a não ser contra a Espanha, contra quem a gente sempre tem um problema de jogar contra. Infelizmente, paramos aqui, mas não vai terminar", disse a pivô.

Dani também revelou que, se pudesse, voltaria atrás na decisão de enfrentar as holandesas durante a preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nos dois amistosos disputados entre as duas equipes, o Brasil empatou um e ganhou o outro.

"Muitas vezes nós jogamos contra outras seleções que, para nós, isso foi positivo. Eu não gostaria de ter feito (os amistosos) novamente. Bem ou mal, nós empatamos um jogo e ganhamos o outro. Dá uma confiança, não é de propósito, porque sabemos a qualidade da Holanda. Lá no fundo, pensamos que já ganhamos e que vai ser igual. Não é. Competição é competição, é bem diferente", afirmou.

"Eu vejo que elas trabalharam para jogar contra a gente. Fecharam mais a Ana Paula, que comanda nosso ataque. Também fecharam bem a Duda (Amorim) porque a conhecem bem por jogar na Europa, como outras meninas, mas hoje não encaixou. Mais uma vez erramos bolas importantes cara a cara com a goleira, mas faz parte", completou.

Diferentemente de outras atletas da equipe, como a pivô Dara e a goleira Mayssa, que anunciaram suas aposentadorias da seleção com o término dos Jogos Olímpicos, Dani disse que ainda quer contribuir com a evolução do handebol no Brasil no futuro.

"Espero que eu possa contribuir muito, ainda não sei de que forma. Vou buscar um espacinho onde eu possa ajudar a seleção porque o handebol brasileiro merece, porque trabalhamos durante muitos anos e porque nós estamos almejando essa medalha", ressaltou a atleta, destacando a força da torcida brasileira.

"Jogar em casa foi incrível. O público brasileiro nos deu muito apoio, sempre vai dar. Não foi a primeira vez que eu joguei em casa, o Brasil sempre nos apoiou. Muitos que não conheciam o handebol se apaixonaram e vão acompanhar mais daqui para frente", disse.

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