Esporte

Francisco Barretto comemora resultado, mas lamenta erros que custaram medalha

16/08/2016 17h44

Rio de Janeiro, 16 ago (EFE).- O ginasta brasileiro Francisco Barreto Júnior comemorou o quinto lugar obtido na final individual da barra fixa nesta terça-feira, último dia da ginástica artística nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas lamentou ter cometido pequenos erros que acabaram custando a medalha na competição.

Francisco terminou com 15.208 pontos, pouco menos do que os 15.466 do britânico Nile Wilson, que ficou com o terceiro lugar. Depois da prova, apesar de se mostrar muito feliz com o resultado, o brasileiro saiu com um gosto de que poderia ter conseguido mais.

"Mudaria os erros que eu cometi. Tive três erros técnicos que me custaram o terceiro ou até o segundo lugar. Estou muito satisfeito, acreditei até o fim que eu podia ser medalhista aqui. Nível eu mostrei que eu tenho, porque a dificuldade (da minha apresentação) era um décimo maior que a do inglês (medalha de bronze). Os errinhos técnicos que me custaram o pódio", afirmou Francisco.

"Teve o pulinho da saída. Se tivesse cravado ia dar uma dor maior no meu coração, porque minha esperança ia aumentar. Até o momento da saída, eu tinha certeza que eu podia brigar. Mas quando eu dei esse pulinho, isso pesa para a arbitragem. Quem crava na final tem uma vantagem a mais", completou o atleta sobre a própria série.

Francisco revelou que uma de suas maiores felicidades no dia foi não ter se sentido nervoso ou pressionado para buscar uma medalha na disputa. Com a "série encaixada", como ele próprio afirmou, houve apenas um pouco de ansiedade para acertar os movimentos na barra.

"Esse é um dos pontos com os quais eu estou mais satisfeito comigo mesmo: eu estava muito tranquilo. Fiquei nervoso e ansioso para saber como eu ia me sair. Eu treinei tanto, a série estava tão encaixada nos treinos. Eu só queria acertar, era essa ansiedade. Mas não estava nervoso para conseguir uma medalha. Antes, eu estava. Hoje, estava em casa", explicou o atleta.

A equipe masculina de ginástica deixa os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro com um resultado histórico. Diego Hypolito e Arthur Nory conquistaram a prata e o bronze na final individual do solo. Já Arthur Zanetti fechou sua participação também com uma prata nas argolas. Os feitos dos companheiros foram ressaltados por Francisco, que projeta ainda um melhor desempenho para o futuro.

"Nunca fomos para uma Olimpíada. É a primeira vez e conseguimos três medalhas, cinco finais, duas no solo, uma na argola, de equipe e uma na barra fixa. Eu vim para ajudar a equipe, que era o meu primeiro plano. E de quebra, fazer meu melhor na barra. Se desse, iria conseguir uma final. Ela veio, eu sonhei com a medalha, mas saí com o quinto lugar. (...) Há três anos eu achava que uma final olímpica era impossível. Isso provou que tudo é possível", celebrou.

"A molecada que está vindo tem que acreditar mais. A minha geração passou por uma dificuldade grande. Essa geração que está chegando está pegando essas coisas boas que estamos deixando. Eles têm que aproveitar isso e melhorar o nosso resultado", completou.

O atleta afirmou que a ginástica artística provou que obtém resultados com os investimentos adequados, disse temer o fim desse apoio para o próximo ciclo olímpico, mas ressaltou que o Brasil conseguir suprir sua principal carência na modalidade.

"Fico contente porque o Brasil já foi equipado. Isso era nosso maior problema. Treinávamos com aparelhos nacionais e competíamos com aparelhos com os quais não estávamos acostumados. Chegava lá fora, tínhamos dois dias para nos adaptarmos. Esse foi o maior ganho que a gente teve. Dar dinheiro para atleta vem em segundo plano. O ginasta precisa de um bom aparelho para ele poder evoluir. Pelo menos, ginásio a gente já tem. Agora temos que trabalhar, usar essa equipe brasileira que nos representou aqui como exemplo para a criançada, de espelho para a nova geração", explicou.

Terminados os Jogos Olímpicos, Francisco pensa em descansar e em ficar com a família. A presença de vários parentes na Arena Olímpica do Rio hoje foi um sonho que o atleta realizou, um desejo que rivalizava até mesmo com o desejo de conquistar uma medalha.

"Quero ficar com a minha família. Antes de querer conquistar a medalha, eu tinha o sonho de levar todo mundo a uma competição internacional. Não sabia quando iria realizar isso. Então os Jogos Olímpicos vieram para o Brasil. Quando eu entrei para a equipe olímpica, achei que ia conseguir trazer todo mundo, mas eu ainda não pensava em uma final. Eu trabalhei muito para a classificatória, as finais foram consequência. E estavam todos aí, fiquei muito realizado. Eu sonhava com a medalha, mas antes de tudo isso, teve muita coisa que eu me realizei", comemorou.

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