Esporte

Jordi Ribera deixa futuro em aberto após eliminação do Brasil no handebol

17/08/2016 12h53

Lucas de Vitta.

Rio de Janeiro, 17 ago (EFE).- O técnico da seleção masculina de handebol do Brasil, o espanhol Jordi Ribera, deixou seu futuro em aberto após a eliminação da equipe nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, mas se disse feliz com o trabalho realizado por seus jogadores na derrota para França, atual bicampeã olímpica, por 34 a 27.

Perguntado pela Agência Efe sobre seu futuro no cargo, Ribera disse que vai conversar com os dirigentes da Confederação Brasileira de Handebol para definir se ficará ou não no comando da seleção.

"Não sei (se vou ficar). Vou pensar agora que terminou a Olimpíada. Em princípio, conversei que, quando o torneio acabasse, decidiríamos. Vamos conversar e ver o que fazer", afirmou à Efe o treinador depois da eliminação do Brasil nos Jogos Olímpicos.

Apesar da derrota, a partida contra a França agradou Ribera. Especialmente durante os primeiros 45 minutos, quando os donos da casa fizeram um jogo de igual para igual contra o adversário, favorito ao ouro no torneio, e chegou a sonhar com a vitória.

"Acho que a equipe entrou com a ambição de ganhar o jogo, passar para a semifinal, mas, evidentemente, teríamos pela frente a atual campeã olímpica e mundial. Aguentamos 44 minutos de jogo, e acho que depois sentimos o esforço que fizemos. Eles puderam ir fazendo trocas para chegar bem na parte final e nós tivemos muito desgaste", avaliou o técnico.

"Isso foi muito notado na parte final. Estávamos empatados e passamos a perder por quatro (gols). Eles puderam passar a jogar com tranquilidade e nós tivemos que tentar ir muito depressa para nos recuperar, o que talvez tenha sido ainda pior", completou Ribera, para quem o estilo de jogo do Brasil não se encaixa bem com o do rival.

Mesmo tendo perdido a chance de disputar medalhas, o técnico avaliou como positivo o desempenho do Brasil no torneio. Foi a primeira vez que a seleção masculina avançou às quartas de final dos Jogos Olímpicos, um feito realizado superando adversários que poucos acreditavam que seriam batidos pelos donos da casa no Rio 2016.

"Estou feliz porque a equipe deu tudo. Acho que, ao longo da Olimpíada, a equipe esteve em um nível alto, ganhou de um campeão da Europa (Alemanha), ganhamos do terceiro colocado do mundo, que era a Polônia, nos classificamos, inclusive, antes do esperado. Todos pensavam que o jogo para a Suécia iria decidir nossa classificação, mas foi uma partida intranscendente, algo que acho muito bom", afirmou o técnico.

"Acho que nessa Olimpíada estivemos um passo à frente, o que demonstra que, depois da renovação da equipe, com jogadores muito novos, ela está pronta para seguir em frente e cada vez pode estar em um nível ainda mais alto", acrescentou.

Sem querer definir seu futuro, Ribera, no entanto, deu sugestões sobre como o Brasil deve trabalhar para colher resultados ainda melhores nas próximas edições de Jogos Olímpicos. E disse acreditar que o país tem qualidade para se tornar uma potência na modalidade.

"É preciso sempre seguir investindo, acreditando no handebol, que deu mostras de ser um esporte sério. Mas tem que haver trabalho, melhorar as estruturas atuais para ter mais formação de atletas. É preciso que os clubes tenham mais apoios para seguir com os projetos que iniciamos em 2012, e que logo foram parados em 2014, nos quais muitos atletas puderam trabalhar e participar, dando a possibilidade de que muitos deles estivessem aqui depois", sugeriu.

"Temos que lembrar atualmente o Brasil manda em todas as categorias masculinas nos campeonatos. O Brasil é campeão do Campeonato Pan-Americano, dos Jogos Pan-Americanos. Nas categorias de base juvenis e juniores também ganhou todos (os torneios) pan-americanos. Também estão há quatro Mundiais ficando entre os dez primeiros. No masculino adulto, já nos classificamos para as oitavas de final nos dois últimos Mundiais e hoje damos um passo à frente chegando às quartas de final de uma Olimpíada. Acho que foi um período espetacular e que, como é normal, nos enche de otimismo para o futuro", concluiu o técnico.

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