Esporte

Thiagus Petrus reconhece superioridade da França e diz que Brasil deu "200%"

17/08/2016 14h32

Rio de Janeiro, 17 ago (EFE).- O armador esquerdo Thiagus Petrus, um dos principais nomes da seleção brasileira de handebol na derrota para a França nesta quarta-feira por 34 a 27 nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, afirmou que os atletas do país deram seu máximo no jogo, mas não foram capazes de bater os adversários, atuais bicampeões olímpicos.

"A gente sabia da dificuldade do jogo. No primeiro tempo conseguimos jogar numa intensidade muito alta, no segundo o time caiu um pouco por tentar acompanhar o ritmo dos caras. Não é à toa que eles são a França, atual bicampeã olímpica, que tem os melhores jogadores, que atuam nos melhores clubes", avaliou o jogador.

"Tenho a sensação de que a gente fez tudo. Não fizemos mais porque não pudemos. Entramos na quadra e demos 200%, mas infelizmente o esporte é assim. Eles são melhores, foram melhores hoje e mereceram a vitória", reconheceu.

O Brasil fez um jogo duro contra a França durante grande parte do jogo, não deixando os rivais abrirem vantagem no placar. No entanto, já no fim da partida, sentiram o cansaço físico de acompanhar o adversário e acabaram perdendo por sete gols de diferença. Mas, para Petrus, não ficou a sensação de que a equipe podia mais.

"Não teve um gostinho de quase. O quase é quando você tinha algo mais para dar e não deu. Acho que a gente deu tudo o que tinha. Ficou o gosto de que a gente tem que trabalhar mais e treinar mais, se esforçar mais nos clubes para chegar à seleção e ajudar. Acho que não se pode pedir mais do que fizemos aqui. Esse gostinho não teve porque nos esforçamos ao máximo e saímos esgotados", avaliou.

Petrus destacou que para o Brasil chegar ao mesmo nível das potências na modalidade é preciso um projeto de longo prazo, que envolva as categorias de base até a seleção principal, como foi feito durante o ciclo olímpico antes do Rio 2016. Mas, além disso, o jogador citou a importância de os jogadores também terem experiência no exterior para atuarem ao lado dos grandes nomes da modalidade.

"Aqui no Brasil, a liga praticamente não existe. A cada ano você não sabe quantos times vão jogar, é um mistério. Faltam equipes profissionais também. Então a saída é a Europa. É seguir o exemplo do (time) feminino, que, desde 2000, as meninas começaram a sair, tanto que a maioria delas joga na Europa e isso evoluiu o nível da seleção", declarou.

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