Esporte

Bolt diz que superioridade no Rio não o fará voltar atrás sobre aposentadoria

19/08/2016 01h13

Rio de Janeiro, 19 ago (EFE).- O jamaicano Usain Bolt, que nesta quinta-feira conquistou pela terceira vez a medalha de ouro dos 200 metros rasos nos Jogos Olímpicos, confirmou que esta foi a última competição individual que participou na carreira, decisão que não mudará, nem mesmo com a superioridade que teve no Rio de Janeiro.

"Não tem nada mais que eu possa fazer. Provei para o mundo que sou o maior, e é para isso que eu vim e é isso que estou fazendo. Então, levando isso em conta, é por isso que eu disse que esta é minha última Olimpíada, porque eu não posso provar mais nada", garantiu o homem mais rápido do mundo.

Sobre o futuro, Bolt disse que está avaliando possibilidades e que ainda não fez qualquer plano. A única resposta enfática veio ao ser questionado se poderia virar técnico de atletismo: "Definitivamente não".

O jamaicano levou a melhor no Estádio Olímpico Nílton Santos, o Engenhão, com tempo de 19s78. Foi a segunda vitória de Bolt no Rio, onde se sagrou campeão nos 100 metros rasos no último domingo, na primeira queda do raio na capital fluminense.

"Não há palavras que possam explicar. Ser oito vezes campeão olímpico é maravilhoso. Significa muito para mim e estou muito feliz", garantiu.

Sobre a frustração de não ter quebrado o próprio recorde mundial, que é de 19s19, estabelecido há sete anos, Bolt admitiu que já esperava isso desde o início da prova, devido o desgaste físico das semifinais, que aconteceram ontem.

"Eu sabia que seria difícil quebrar o recorde mundial, posso falar pelas minhas pernas, mas quando eu fui para a curva elas disseram: 'olha, nós não vamos mais rápido do que isso'", contou o velocista jamaicano, que evitou culpar o mau tempo pelo desempenho.

Bolt lembrou aos jornalistas que a idade (ele completa 30 anos neste domingo) já pesa, e que "não tem mais 26 anos", além de descartar que a pista do Engenhão seja pior do que outras em que já competiu, como a do Ninho do Pássaro, em Pequim, em 2008, ou a do Estádio Olímpico de Londres, em 2012.

"O que eu acho é que a pista aqui é muito boa", limitou-se a dizer o tricampeão dos 100 e 200 metros rasos.

O homem mais rápido do planeta, que chegou a se intitular o "maior do mundo", em brincadeira com um jornalista jamaicano que perguntou que nome de música sugeriria a Bob Marley para compor sobre ele, ficou sério ao responder sobre comparações com o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

"Trabalhei por muitos anos para ser o maior nas pistas, para ser um dos maiores do esporte. Se dizem que sou como Pelé, é porque eu tive sucesso no meu trabalho", afirmou.

Já sobre o rótulo de maior atleta olímpico, Bolt evitou qualquer polêmica com o americano Michael Phelps, dono de 28 medalhas nos Jogos, sendo 23 de ouro.

"Nós fazemos provas completamente diferente, então temos que deixar isso para a imprensa avaliar. Ele mostrou que é um dos melhores, ganhou tantas medalhas, parou e voltou. Eu o respeito muito, porque fez muito pelo esporte. Não posso escolher entre ele e eu", concluiu.

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