Esporte

Hoje não! Brasil bate Rússia em revanche de Londres e encara Itália na final

19/08/2016 23h55

Douglas Rocha.

Rio de Janeiro, 19 ago (EFE).- O fantasma da derrota na final de Londres 2012 não foi capaz de assombrar, e a seleção brasileira masculina de vôlei se classificou para a decisão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nesta sexta-feira ao passar por cima da Rússia com uma vitória por 3 sets a 0, com parciais de 25-21, 25-20, e 25-17 em 1h22min.

A semifinal disputada no Maracanãzinho praticamente lotado foi uma revanche para a equipe do técnico Bernardinho, que há quatro anos sofreu dura virada diante dos russos e acabou com a medalha de prata. Desta vez, porém, os tetracampeões olímpicos - com três títulos como União Soviética - foram presas fáceis e terão de se contentar em brigar pelo bronze.

Em sua quarta final olímpica seguida, algo que nenhuma seleção havia alcançado, o Brasil terá pela frente no próximo domingo a Itália em clássico do vôlei mundial. Mais cedo, a 'Azzurra', que dominou o esporte nos anos 90, mas ainda não tem o título olímpico, bateu os tricampeões Estados Unidos por 3 sets a 2, com parciais de 30-28, 26-28, 25-9, 22-25 e 15-9.

Bicampeão olímpico (1992 e 2004), o Brasil teve nesta semifinal quatro atletas derrotados na decisão de Londres 2012: o líbero Serginho, o levantador Bruninho, capitão do time, o oposto Wallace e o central Lucão. Entre os russos, também jogaram hoje quatro campeões de quatro anos atrás, o central Aleksandr Volkov, o oposto Maxim Mikhaylov, o levantador Sergey Grankin e o ponta Sergei Tetyukhin, que foi porta-bandeira da delegação na cerimônia de abertura desta edição dos Jogos.

A partida começou com um erro de saque justamente de Tetyukhin, que mandou para fora. O Brasil abriu dois pontos, em 6-4, quando Lucarelli explorou o bloqueio duplo.

O primeiro set seguia ponto a ponto, com os brasileiros na dianteira até vir o empate em 9-9, em lance no qual a torcida até comemorou a atuação do bloqueio, mas a Rússia marcou em ponto de toque e em seguida viraram em cortada pelo meio de Alexander Volkov.

Um ponto atrás, os brasileiros viraram em 14-13 em peixinho incrível de Lipe seguido de toque de categoria de Lucarelli, que em seguida fez 17-14. A equipe de Bernardinho então embalou e chegou a cinco pontos de diferença, em 20-15, o que obrigou Vladimir Alekno a pedir tempo. Mas a medida não surtiu efeito, já que os bicampeões administraram e fecharam em 25-21 em mais uma batida sutil de Lucarelli.

Os defensores do título começaram melhores na segunda parcial, mas não conseguiram desgarrar no marcador e sofreram o empate em ataque de Lipe, que fez 6-6. Os times então trocaram pontos até os europeus abrirem 12-10 em tentativa para fora de Wallace na diagonal.

O ataque visitante tentava não errar, e Mikhaylov marcou 16-14, mostrando-se eficiente da direita para o meio, mas Lucão igualou em 16 na bola rápida, e então Tetyukhin mandou a diagonal curta para fora.

Mais uma vez, quem foi melhor no momento de decidir o set foi o Brasil, que abriu 21-18 em bloqueio de Mauricio Souza. Então novamente foi preciso apenas manter a calma, apesar da catimba adversária, que inclusive rendeu advertência a Alexander Volkov, para vencer por 25-20.

Na memória de muitas pessoas, veio a final de Londres, em que a Rússia também saiu perdendo por 2 a 0 e reagiu de maneira incrível. Para não dar sopa para o azar, o Brasil tentou manter o ritmo forte e abriu 6-3, mas sofreu o empate, o que levou Bernardinho a parar o jogo.

A medida não surtiu muito efeito, e Volvich virou o placar em 8-7 após rali. Para os supersticiosos e também para desespero de algumas pessoas, um morcego sobrevoava o Maracanãzinho. Porém, rapidamente Lipe tranquilizou a torcida, não espantando o animal, mas virando em 11-10. Wallace cravou um ace e então assinalou 12-10.

Não tinha mais volta, e a vitória com doce sabor de vingança era questão de tempo. Bruninho, que inclusive deu uma de ponteiro durante o ponto, fez 16-11 no bloqueio e, na mesma moeda, Wallace colocou o marcador em 20-13.

A torcida então puxou o clássico "em cima, embaixo, puxa e vai", lema do primeiro ouro, obtido em 1992, à espera do ponto final. O responsável foi Wallace, maior pontuador da partida, com 18 bolas no chão.

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