Esporte

Yane Marques coloca em dúvida participação em Tóquio 2020

19/08/2016 20h56

Rio de Janeiro, 19 ago (EFE).- Medalhista de bronze em Londres, a brasileira Yane Marques terminou em 23º lugar no pentatlo moderno dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nesta sexta-feira e não deu certeza se tentará marcar presença na edição de Tóquio, daqui a quatro anos.

"O ano de 2017 será um teste para mim. Se perceber que não vivo sem isso, vou tentar Tóquio. Mas, se notar que não há mais o mesmo sentimento, acho que o legado que deixei para esse esporte já valeu a pena, como ter conseguido lotar esse estádio para assistir a um pentatlo, que até pouco tempo ninguém sabia o que era", comentou.

Yane já disputou três edições dos Jogos Olímpicos e terá 36 anos em 2020. Segundo a atleta, fazer história com a quarta participação olímpica não serve como motivação, a prioridade é manter o nível de competitividade.

"Sou atleta desde os 12 anos, então são 20 anos de treino. Isso significa dormir cedo, não fazer extravagâncias, não poder comer algumas coisas. Vale a pena encarar mais infinitos anos, mas não sei se consigo. Ir a Tóquio só para dizer que fui atleta olímpica quatro vezes, nem vou. Só irei se estiver competitiva", analisou.

Apenas Yane Marques e Felipe Nascimento representaram o Brasil no pentatlo moderno no Rio de Janeiro. Maior referência da modalidade para o país, a pernambucana expressou preocupação com o futuro do esporte após sua iminente despedida.

"É preciso dar oportunidades às pessoas. Muitos querem fazer pentatlo, mas o que é preciso? Não é simples, tem que fazer uma seletiva e ser escolhido para treinar, ou ter muita grana para pagar treinos de corrida, natação, equitação. Ainda não é um esporte muito acessível. Queria que a geração Yane fosse substituída por gerações melhores, mas existe um vácuo para a galera mais jovem", disse.

Assim como não sabe se competirá em Tóquio, Yane tampouco imagina o que fará após a aposentadoria como atleta, mas garante que será algo relacionado ao esporte, de modo que possa repassar a outras pessoas o que vivenciou ao longo da carreira.

"Sou professora de educação física e vou continuar no âmbito esportivo, não sei em que função. Depende das oportunidades que me aparecerem. Acho que tenho muito a contribuir para os jovens e quero passar tudo o que vivi e aprendi", declarou.

O ouro do pentatlo moderno no Rio de Janeiro foi conquistado pela australiana Chloe Esposito, com 1.372 pontos. A prata ficou com a francesa Elodie Clouvel (1.356) e o bronze foi para a polonesa Oktawia Nowacka (1.349), que liderava até a última prova.

Yane terminou a competição com 1.269 pontos, sendo 298 em natação, 196 em esgrima, 286 no hipismo e 489 no combinado de corrida e tiro. Apesar de considerar que era possível ter rendido mais, a brasileira não lamentou ter ficado fora do pódio.

"Acho que poderia ter feito uma esgrima bem melhor, renderia um resultado muito bom. Mas, reconhecendo o mérito das adversárias, o pódio seria muito difícil. Fiz o meu melhor e não saio com uma medalha materializada, mas um trofeu que levo para a minha vida inteira, de dedicação ao esporte. Já sou medalhista olímpica, deixa elas serem", frisou.

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