Esporte

Bach afirma que não se deve punir atletas "por irregularidades de governos"

20/08/2016 15h26

Rio de Janeiro, 20 ago (EFE).- O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, declarou que a maneira escolhida para decidir sobre a participação dos atletas russos no Rio de Janeiro foi a adequada porque é preciso "respeitar o interesse dos atletas, e não responsabilizá-los pelas irregularidades de seus próprios governos".

"O movimento olímpico é muito forte. O caso da Rússia, para mim, é uma situação conhecida. Lembro de 1980, quando eu era o porta-voz dos atletas alemães e houve um problema de boicote aos Jogos de Moscou. Houve muita pressão política sobre mim e os colegas da comissão de atletas", explicou.

Bach recordou que, na época, o chanceler alemão o enviou uma carta com insultos e o chamando de comunista, que teria "que fazer o boicote".

"Perdi essa batalha, tivemos que fazer o boicote e meses depois perceberam o que tinha acontecido, que a decisão não tinha sido a correta e que os atletas sofreram por decisões políticas", considerou.

O dirigente afirmou que na Alemanha Oriental "havia um sistema de doping muito sofisticado" e que "os atletas não sabiam que estavam dopados".

"A República Democrática Alemã estava envolvida em tudo, mas não me lembro de uma voz que pedisse um veto total para todos os atletas alemães e ficou claro que os direitos individuais dos atletas devem ser respeitados", acrescentou.

Questionado sobre o caso da atleta russa Yuliya Stepanova, que colaborou para revelar o sistema de doping organizado em seu país, Bach comentou que embora não tenha sido autorizada a competir, ela teve "reconhecida sua contribuição à luta contra o doping" e foi convidada aos Jogos Olímpicos.

Ao ser perguntado se o COI tentou evitar a divulgação do relatório McLaren, que descobriu o caso da Rússia antes do início do Rio 2016, Bach explicou que "foi o próprio autor que quis fazer uma denúncia de urgência".

"Todas as amostras de Sochi vão ser analisadas novamente", declarou o presidente da entidade, sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.

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