Esporte

Ministro da Defesa diz que não houve crise de segurança durante Rio 2016

22/08/2016 19h44

Rio de Janeiro, 22 ago (EFE).- A segurança durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que gerava sérias dúvidas pelo temor quanto à atentados terroristas e aos altos índices de criminalidade, foi considerada um sucesso pelo governo federal em sua primeira avaliação do megaevento esportivo.

O ministro interino da Defesa, Raúl Jungmann, o primeiro a analisar o tema durante o Rio 2016, afirmou que a cidade enfrentou apenas incidentes isolados e nenhuma crise.

"Não convivemos com nenhuma crise na defesa ou a segurança ao longo dos Jogos Olímpicos. Tivemos alguns incidentes, mas não crise", disse em entrevista coletiva.

Jungmann afirmou que os únicos incidentes registrados nos 17 dias de competições, que atraíram cerca de 1 milhão de turistas ao Rio, foram um ataque a pedradas contra um ônibus que transportava jornalistas e as balas encontradas na sala de imprensa e nos estábulos da instalação que foram disputadas a provas de hipismo.

Ambos ocorreram no Parque Olímpico de Deodoro, sede de algumas das competições e que foi construído em uma das áreas mais pobres da cidade, cercada de favelas, com a intenção de desenvolver a região.

Para o ministro, o assassinato de um soldado da Força Nacional que entrou por erro em uma favela controlada por traficantes e o de um policial em um confronto com criminosos foram casos de insegurança que, em momento algum, ameaçaram os Jogos Olímpicos.

"Entregamos o que prometemos: paz e tranquilidade. Tenho certeza que a sensação de segurança que sentiram os cariocas e os visitantes durante os Jogos demonstra que o plano para garantir a segurança foi bem-sucedido", afirmou Jungmann.

Foram mobilizados mais de 85 mil homens, entre policiais militares, civis, membros da Força Nacional e das Forças Armadas, para o esquema de segurança no Rio de Janeiro, o maior já montado pelo país para a realização de um evento.

Em seu balanço, no entanto, o ministro interino não fez nenhuma referência às denúncias de roubos feitas por vários turistas e a incidentes como a do criminoso morto por um policial nas imediações do Maracanã horas antes da cerimônia de abertura do Rio 2016.

Entre as pessoas que foram assaltadas durante os Jogos Olímpicos estão o próprio chefe de segurança da cerimônia de abertura, o ministro de Educação de Portugal, um advogado que inicialmente foi identificado como vice-cônsul da Rússia e um atleta australiano.

Jungmann também não citou o tiroteio nas proximidades de uma favela testemunhado por um grupo de jornalistas e os furtos registrados em quartos de hotéis e até mesmo na Vila dos Atletas.

A Anistia Internacional também fez um balanço sobre o evento e denunciou que o Rio de Janeiro voltou a conviver com o grave problema da violência policial durante os Jogos Olímpicos.

De acordo com a ONG, ao longo do evento, pelo menos oito pessoas morreram em operações policiais. Além disso, protestos pacíficos foram "duramente reprimidos".

Para o ministro, porém, o Brasil conseguiu superar tudo o que chegou a ser considerado como uma ameaça aos Jogos Olímpicos.

"Sofremos ataques especulativos: primeiro foi a zika, depois a infraestrutura e por último a falta de segurança. Mas tudo foi superado", afirmou o ministro.

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