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Coadjuvante de Pelé e ídolo do Cagliari, atacante Nenê morre aos 74 anos

03/09/2016 13h46

Roma, 3 set (EFE).- Cláudio Olinto de Carvalho, o Nenê, que fez parte do elenco do Santos na década de 60 e é um dos maiores ídolos da história do Cagliari, da Itália, morreu na noite desta sexta-feira, aos 74 anos, em consequência de uma crise respiratória, conforme divulgou hoje o clube da Sardenha.

O ex-atacante foi um dos craques da histórica e única conquista do título italiano pelo modesto Cagliari, na temporada 1969/1970. Pela manhã, a diretoria 'rossoblu' divulgou nota, lamentando o falecimento do "excepcional jogador, além de homem bom e generoso".

"Nenê foi o símbolo de uma época. Agora, que já não está conosco, todos nos sentiremos um pouco mais sozinhos. Adeus, Claudio", aponta a nota.

Ainda de acordo com o texto, Nenê vinha sofrendo com problemas de saúde há alguns anos, e estava há "muito tempo" internado em uma clínica da Sardenha.

Antes de defender o Cagliari, o brasileiro também defendeu a Juventus, de Turim, e o Santos, onde participou da conquista de duas edições da Taça Libertadores, em 1962 e 1963, do Campeonato Intercontinental de Clubes, em 1962, entre outros.

No Peixe, o atacante, que herdou o apelido do pai, lateral-direito do clube paulista na décadas de 40 e 50, marcou 24 gols e 54 jogos, mas sempre foi considerado um coadjuvante de craques como Pelé, Pepe, Coutinho, Mengálvio.

Em 1963, Nenê teve sua única passagem pela seleção brasileira, na disputa dos Jogos Pan-Americanos, em São Paulo, sendo titular na conquista da medalha de ouro.

Após encerrar a carreira de atleta, em 1976, jogando pelo Cagliari, o brasileiro trabalhou como técnico, passando pelas divisões de base do clube da Sardenha, mas também de Fiorentina e Juventus, e também da equipe principal do pequeno Paganese.

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