Esporte

"Assinei a eutanásia em 2008, mas não sei quando usarei o papel", diz belga

10/09/2016 09h29

Rio de Janeiro, 10 set (EFE).- Marieke Vervoot, atleta belga que sofre de uma doença degenerativa incurável na coluna vertebral, declarou que após sua participação no Rio de Janeiro deixará o esporte, mas ainda não pretende usar os papéis de solicitação da eutanásia que assinou em 2008 para poder pôr fim à vida quando decidir por conta das dores que sofre.

Desde os 20 anos, Marieke está em uma cadeira de rodas por conta de uma doença degenerativa que lhe causou paralisia nas pernas e uma dor crônica que vai ficando mais forte com o passar dos anos.

"Vivo há anos com muita, muita dor, e é cada vez mais difícil. Por exemplo, no dia da cerimônia de abertura só dormi uma hora", confessa a esportista.

Há alguns meses, Marieke declarou publicamente que pensava recorrer em um futuro, mas não imediatamente após o Rio, à morte assistida que na Bélgica está regulada graças a uma lei que entrou em vigor em 20 de setembro de 2008. Essa lei foi aprovada por 86 votos a favor, 51 contra e 10 abstenções.

Aproveitando a aprovação dessa lei, Marieke Vervoort se acolheu a esse direito e assinou os papéis da eutanásia para quando considerasse necessário.

"Sou a favor da eutanásia. Eu assinei os papéis em 2008 porque tenho muita dor e não quero viver com dor. Quero viver, mas bem. Após o Rio não vou pedir a eutanásia, vivo dia a dia, e quando não aguentar mais farei", confessa.

"A cada ano é mais difícil suportar esta situação porque tenho muita dor", diz Vervoort.

"Após Rio quero estar com minha família e meus amigos e ter conversas de motivação, não solicitar a eutanásia como foi escrito em um jornal da Bélgica. Eu assinei esses papéis e quando não quiser viver os usarei, mas não sei quando será", manifestou esta esportista belga que também competiu no triatlo e passa temporadas em Lanzarote se preparando para suas competições.

"Lanzarote é muito boa e muito linda para treinar. Gosta muito e as pessoas do hotel onde vivo são como uma família", comentou Marieke.

Nos Jogos Paralímpicos de Londres, Marieke ganhou a medalha de ouro nos 200 metros e prata nos 100 metros em sua cadeira de rodas. No Rio compete nos 400 metros da classe T51-52 e posteriormente nos 100 metros, onde defenderá seu título de quatro anos atrás.

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