Esporte

CAS reduz suspensão de Sharapova, que poderá competir em abril 2017

04/10/2016 12h36

Moscou, 4 out (EFE).- A tenista russa Maria Sharapova poderá retornar às quadras em 26 de abril de 2017 depois que a Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) reduziu nesta terça-feira a punição de dois anos que a atleta tinha recebido pelo uso do medicamento cardiovascular Meldonium.

"Sharapova poderá competir a partir de 26 de abril de 2017 depois da redução do período de desqualificação", anunciou Shamil Tarpischev, presidente da Federação de Tênis da Rússia.

Tarpischev, que considerou que a Rússia deve estar satisfeita com essa decisão, acredita que o CAS levou em conta a "reputação irrepreensível" de Sharapova, ex-número 1 do mundo e ganhadora de cinco torneios de Grand Slam, na hora de reduzir a sanção para 15 meses.

O tribunal sediado em Lausanne, na Suíça, explicou hoje em comunicado que Sharapova violou as regras de antidoping ao utilizar um medicamento incluído na lista de substâncias proibidas, mas que este não foi um erro "significativo".

"Por isso, a desqualificação de 15 meses é uma punição mais apropriada", afirmou o CAS.

Assim, Sharapova perderá a próxima edição do Aberto da Austrália, mas poderá disputar Roland Garros, um torneio de Grand Slam que já conquistou em duas ocasiões (2012 e 2014).

O CAS lembrou que a russa admitiu publicamente que tinha cometido essa infração "de maneira despercebida", já que ela e sua equipe não tomaram conhecimento de que o Meldonium tinha sido incluído na lista de substâncias proibidas em janeiro.

Além disso, a nota lembrou que o médico da tenista tinha lhe receitado esse remédio há dez anos e que ela não o consumiu para melhorar seu rendimento, mas por motivos de saúde, por isso recorreu ao CAS para que houvesse uma redução na sanção imposta pela Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês).

O treinador da equipe olímpica da Rússia, Vladimir Camelzon, afirmou que a decisão do CAS permitirá que Sharapova "recupere sua boa reputação" e acusou a ITF e a Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês) de "inventarem um problema para acabar com uma grande esportista".

A ITF impôs no dia 8 de junho uma suspensão de dois anos a Sharapova por consumo de Meldonium, um medicamento utilizado para combater os problemas cardiovasculares e do qual o inventor e o presidente russo Vladimir Putin, entre outros, não consideram uma substância dopante.

Por outro lado, a ITF considera que o Meldonium é um "modulador metabólico" que aumenta o rendimento físico e mental.

Sharapova, que no princípio admitiu que tinha cometido "um grande erro" e pediu "uma segunda chance", negou depois que consumisse Meldonium diariamente e que tivesse sido "alertada cinco vezes sobre a iminente proibição do medicamento".

Logo após conhecer a punição sobre a atleta, algumas companhias romperam seus contratos publicitários com ela, que é considerada a esportista mais rica do mundo e que perdeu milhões de dólares devido ao escândalo de doping.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo