Esporte

COI propõe que Wada crie nova autoridade de controle antidoping

08/10/2016 11h49

Lausanne (Suíça), 8 out (EFE).- O Comitê Olímpico Internacional (COI) propôs neste sábado a criação de uma nova autoridade de controle antidopagem à Agência Mundial Antidoping (Wada), de modo a reforçar a luta em prol do esporte limpo.

"Isto representa um claro compromisso com um sistema antidoping mundial independente e harmonizado", disse em teleconferência o presidente do COI, o alemão Thomas Bach.

Esta é a resposta do COI ao conflito surgido com a Wada pela polêmica decisão de não suspender o Comitê Olímpico Russo de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, apesar das denúncias de doping generalizado e autorizado pelo Estado.

A proposta apresentada neste sábado em uma declaração pública se divide em cinco grandes eixos: independência, harmonização, transparência, aumento da segurança e aumento dos fundos.

Com relação ao primeiro, a proposta estabelece como princípio que o sistema seja "independente das organizações esportivas" e que a nova autoridade esteja separada da parte regulatória.

Para isso, o objetivo é que a Wada crie uma nova autoridade de testes antidoping e a faça independente e mais forte em relação às organizações antidoping nacionais. Além disso, é sugerido que a Wada possa supervisionar o trabalho das agências antidoping nacionais.

Outro ponto importante é que se delegue a Corte Arbitral do Esporte (CAS) para julgar os casos de doping, dado que até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro as responsáveis por esta incumbência eram as federações internacionais de cada esporte.

"Isto já funcionou no Rio de Janeiro, e é uma maneira de se evitar que os atletas acabem apelando à CAS", explicou o mandatário do COI.

A meta é que não apenas os atletas sejam monitorados, julgados e eventualmente punidos por casos de doping, mas também seu entorno, por isso se propõe que médicos, técnicos e dirigentes sejam considerados responsáveis criminais por proporcionarem o doping.

Nestas ocasiões, no entanto, não será pedido ao CAS que lide com os casos, mas é pedido aos governos nacionais que legislem para que "a facilitação do doping seja um delito criminal".

"Muitas vezes, o entorno do atleta está além de nossas possibilidades. É vital reforçar a cooperação entre as organizações esportivas e os governos na luta contra o doping", sustentou.

Em relação à harmonização, é proposta a implementação de um sistema centralizado antidoping para todo o mundo "que assegure que os atletas de todas as nações são tratados igualmente".

Outro ponto foi o da necessidade urgente de aumentar a segurança da Wada, após o escândalo criado pelas vazamentos de informação confidencial de atletas por hackers russos. Bach especificou que COI já "delineou os princípios", mas que agora cabe à Wada estabelecer como eles serão implementados.

Como o procedimento requer recursos, o COI se comprometeu a fornecer mais dinheiro, mas Bach também pediu aos governos que aumentem a contribuição financeira. A declaração especifica, no entanto, que a verba aumentará dependendo da implementação do novo plano.

De acordo com o presidente do COI, a expectativa é que o novo sistema esteja pronto para os próximos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em PyeongChang, na Coreia do Sul.

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