Esporte

Volvo Ocean Race mudará regras para permitir maior presença feminina a bordo

10/10/2016 17h19

Redação Central, 10 out (EFE).- A Volvo Ocean Race passará por uma grande mudança nas regras para proporcionar às melhores velejadoras do mundo a oportunidade de competir ao nível máximo da vela oceânica na edição 2017-18.

Este foi o primeiro de uma série de dez anúncios que a Volvo Ocean Race fará nas próximas duas semanas. As regras da regata vão limitar as equipes exclusivamente masculinas para sete velejadores, um a menos que na edição 2014-15, e dará às equipes mistas uma significativa vantagem numérica.

As possíveis combinações das tripulações para a próxima edição serão: sete tripulantes masculinos; sete tripulantes masculinos e um ou dois femininos; sete tripulantes femininos e um ou dois masculinos; cinco tripulantes masculinos e cinco femininos; e 11 tripulantes femininos.

As equipes poderão mudar as configurações da tripulação de uma etapa para a outra durante a regata, que sairá de Alicante, na Espanha, em outubro de 2017 e visitará 11 cidades ao redor do planeta.

Mas, como ocorreu em edições anteriores, as equipes deverão levar os mesmos tripulantes a bordo nas regatas In-Port (regatas litorâneas curtas) que nos períodos oceânicos, antes ou depois. A única exceção é que uma equipe poderá acrescentar uma mulher para a regata litorânea se fizer uma etapa oceânica com sete homens.

O inglês Ian Walker, ganhador da Volvo Ocean Race 2014-15 e duas vezes medalhista de prata olímpico, comentou que "se as velejadoras oceânicas querem chegar a competir no mesmo nível que os melhores do mundo, precisam treinar e disputar com os melhores".

Esta iniciativa é uma continuação do sucesso da Team SCA, da Suécia, na campanha 2014-15, que competiu com uma tripulação exclusivamente feminina para terminar na terceira posição nas regatas In-Port e se tornar a primeira equipe feminina a ganhar uma etapa oceânica em 25 anos.

"Não é uma tentativa de diminuir o nível do esporte, como alguns dirão. Pelo contrário, é para dar mais oportunidades às melhores velejadoras do mundo de competir em condições de igualdade", disse Marc Turner, diretor-geral da Volvo Ocean Race.

"Navegar é um dos poucos esportes nos quais é possível ter equipes mistas. Queremos tirar vantagem disso e também refletir o crescente desejo de maior diversidade nas empresas e, particularmente, das empresas que apoiam as equipes de regata atualmente", disse.

Na opinião da espanhola Tamara Echegoyen, campeã olímpica em Londres na classe Elliott 6m, "as novas regras são uma grande oportunidade para velejadoras que não têm experiência suficiente para integrar uma equipe da Volvo".

"Não só pelo fato de disputar a Volvo em um barco, mas por poder aprender com velejadores com tanta experiência. Vi abrir uma porta de esperança quando soube desta notícia. Espero que evolua e se torne uma realidade", opinou.

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