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Supremo de Israel exige que Procuradoria diga porque há futebol aos sábados

04/11/2016 09h59

Jerusalém, 4 nov (EFE).- A Suprema Corte deu um prazo de 90 dias à Procuradoria Geral para que explique porque não obriga os times de futebol a não jogarem aos sábados, em cumprimento da lei, que exige isenções especiais para trabalhar no dia sagrado de descanso no judaísmo.

A Corte exige saber os motivos pelos quais a "Lei de Horas de Descanso", que fixa os períodos em quais se pode trabalhar, não foi ampliada para o futebol, esporte no qual a maioria das partidas é jogada aos finais de semana, informou nesta sexta-feira a emissora de rádio pública "Kol Israel".

A decisão judicial acontece após uma demanda interposta pelo Movimento para um Estado Judeu, que assegura que a Procuradoria Geral está "atuando contra a lei" com relação à sua posição sobre os jogos de futebol aos sábado, dia de descanso obrigatório para os judeus e no qual em Israel só se pode trabalhar com permissão do Ministério da Economia e com um pagamento especial aos empregados.

Segundo essa organização, contrária por motivos religiosos ao trabalho na jornada de descanso sagrado, centenas de jogadores de futebol são obrigados a jogar aos sábado contra de sua vontade.

O shabat começa com o pôr do sol na sexta-feira e termina com a aparição das três primeiras estrelas no sábado e durante esse período os fiéis judeus estão proibidos, entre outras muitas coisas, trabalhar ou fazer qualquer tipo de esforços, inclusive pressionar um botão.

Há um ano, o Tribunal Laboral do Distrito de Tel Aviv já sentenciou que o setor futebolístico não conta com a permissão apropriada para jogar no shabat, o que ameaçou a continuidade do campeonato nacional, cujos patrocinadores querem que as partidas sejam aos finais de semana já que são os dias que contam com maior número de espectadores.

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