Esporte

Diretora de competições femininas da Fifa quer mais mulheres como cartolas

05/11/2016 17h20

Buenos Aires, 5 nov (EFE).- A diretora de competições femininas da Fifa, a suíça Haenni Tatjana, concedeu entrevista à Agência Efe neste sábado na qual admitiu que o interesse pelas disputas masculinas ainda é maior e criticou a ausência de mulheres nas federações, mas ressaltou que acredita que esse panorama pode mudar.

"O futebol feminino tem muitas dificuldades porque o futebol masculino é muito forte, muito popular e domina o mercado", declarou Tatjana em entrevista dada em Buenos Aires durante o Primeiro Congresso Latino-americano sobre Liderança da Mulher no Esporte e Desenvolvimento do Futebol Feminino.

Haenni trabalha na Fifa desde 1999 e há 16 anos é presidente do Zürich Frauen, equipe feminina de futebol de seu país. Contudo, ela sabe que é uma das poucas mulheres em meio a tantos cartolas homens em todo o mundo.

"Entendo que não seja tão fácil, mas não consigo entender a ausência de mulheres nas federações dos países. Não posso aceitar que haja uma falta total de apoio ao futebol feminino", lamentou a ex-jogadora, que, entretanto, acredita que a gestão de seu compatriota Gianni Infantino à frente da Fifa pode mudar esse cenário.

"Há um novo movimento impulsionado por ele e Fatma Samoura (secretária-geral da Fifa). Nosso presidente disse claramente que quer as mulheres envolvidas no futebol, e também disse claramente que há necessidade de algumas mudanças", destacou a dirigente.

"As mulheres são parte da sociedade e as mulheres jogam futebol. Não se pode excluir 50% da população do futebol. Tenho certeza de que isto vai a mudar, vai melhorar", completou.

Além de ter nomeado uma mulher para a Secretaria-Geral pela primeira vez na história, Infantino determinou que ao menos seis das 36 cadeiras do Conselho Fifa devem ser ocupadas por mulheres, uma de cada continente.

Na visão de Haenni, a Conmebol tem agora um "novo rumo" com a chegada do paraguaio Alejandro Domínguez à presidência, o que aconteceu em janeiro deste ano.

"Na Conmebol também há mudanças, uma nova liderança, é um bom tempo para o futebol feminino e as mulheres no futebol. Este momento é perfeito para apoiar um movimento por atacado inclusão de mulheres no futebol", considerou.

Por outro lado, ela acredita que na América do Sul de uma maneira geral as competições femininas, nas mais diversas modalidades, não recebem a mesma atenção que as dos homens. "Alguns 'esportes femininos' têm mais espaço nas coberturas jornalísticas, e na publicidade, que o futebol feminino", criticou.

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