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Aplicativo caça-talentos de Figo busca novos craques no futebol

Rafael Marchante/Reuters
Imagem: Rafael Marchante/Reuters

12/11/2016 06h01

Cynthia de Benito.

Lisboa, 12 nov (EFE).- Gravar um vídeo de dez segundos e conseguir um teste na Inter de Milão ou no Benfica: isso já é possível com o inovador aplicativo caça-talentos lançado nesta semana por Luís Figo na conferência Web Summit, com o qual o ex-jogador português espera abrir portas para qualquer criança.

O app Dream Football quer que "cada jogador, em qualquer parte do mundo, tenha a oportunidade de realizar seu sonho de se tornar um jogador de futebol", explicou Figo à Agência Efe.

Um dos rostos mais conhecidos da conferência tecnológica, realizada neste ano pela primeira vez em Lisboa, Figo apresentou uma ferramenta que coloca em contato os candidatos com alguns dos maiores clubes do planeta.

Para isso, basta filmar uma criança, que tenha até 17 anos preferencialmente, apesar de serem aceitos candidatos com no máximo 21 anos, jogando futebol na escola, no pátio do condomínio ou em qualquer outro lugar.

O aplicativo permite gravar cerca de quatro clipes de dez segundos cada que, ao serem enviados à plataforma, são analisados por uma equipe profissional coordenada por Figo e pelo técnico Luiz Felipe Scolari, entre outros, e que selecionará semanalmente os dez melhores.

Os olheiros poderão demonstrar interesse por alguma criança e receber notificações de seus novos vídeos, assim como entrar em contato com o adulto responsável.

"A partir de agora, qualquer criança, em vez de esperar que alguém passe por sua rua para ser descoberta, pode mostrar seu talento aos clubes quando quiser", resumiu João Guerra, diretor do Dream Football.

O caso de um menino australiano que foi descoberto pelo Manchester United após postar um vídeo no YouTube foi a inspiração do aplicativo, que espera chegar a um milhão de usuários no primeiro mês de funcionamento.

"Pode ser que o próximo melhor do mundo esteja escondido em um lugar do planeta onde ninguém está buscando talentos. Essa foi a ideia", comentou Guerra.

Para financiar o funcionamento, que Guerra calcula em 250 mil euros (R$ 900 mil) ao ano, a plataforma conta com a publicidade e também com alguns elementos que, apesar da gratuidade do aplicativo, serão de pagos, como o uso de algumas ferramentas para a edição dos vídeos "para que fique mais espetacular".

A equipe também pretende ter um grande patrocinador, enquanto continua em busca de parcerias com os grandes clubes europeus, após conseguir o interesse de pelo menos 20 equipes.

As parcerias buscadas têm como objetivo fazer com que todos os meses haja "pelo menos um clube que busque uma criança", contou Guerra. O primeiro será a Inter de Milão, que fará um teste com a criança que for considerada a melhor dentro do aplicativo.

Dentro da Web Summit, Dream Football estreou a parceria com o Benfica, que selecionará as crianças mais talentosos que participarem de um pequeno campo habilitado no local. Enquanto isso, a equipe responsável pelo app busca fechar acordos com clubes espanhóis e latino-americanos.
 

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