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Boliviana que questionou plano de voo da Lamia procura ajuda no Brasil

06/12/2016 10h12

Corumbá, 6 dez (EFE).- A funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia (Aasana) Celia Castedo Monasterio, que questionou o plano da companhia aérea Lamia antes do acidente na Colômbia, chegou ao Brasil onde estuda pedir algum tipo de proteção, como refúgio ou asilo.

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) de Corumbá confirmou nesta terça-feira que Celia Castedo Monasterio se apresentou ontem na sede do órgão na cidade para se informar sobre como poderia receber ter proteção no Brasil.

"A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República vai solicitar aos órgãos federais competentes as medidas cabíveis, conforme as normas internacionais e o direito brasileiro", informou o órgão em comunicado.

Nem o MPF nem o advogado que acompanha Celia informaram as razões específicas que levaram à funcionária a buscar auxílio no Brasil.

O comunicado apontou apenas que o Ministério Público da Bolívia suspendeu Celia por suposta negligência, após acusá-la de "descumprimento de seus deveres" e "atentado contra a segurança dos transportes".

Celia fez várias observações sobre o plano de voo da Lamia que caiu no dia 29 de novembro na Colômbia quando transportava jogadores e dirigentes da Chapecoense, além de profissionais da imprensa. Depois do acidente, ela apresentou um relatório alegando que suas observações não foram atendidas pela empresa e que, mesmo com os alertas, a Aasana autorizando o voo.

A boliviana sinalizou, por exemplo, que a autonomia de voo não era a adequada, que o relatório estava mal feito e que era necessário fazer mudanças. Sua principal observação foi sobre o tempo de voo previsto entre Santa Cruz e o Aeroporto de Medellín (4h e 22 minutos), que era o mesmo registrado para a autonomia de combustível da aeronave.

O avião caiu a poucos quilômetros da pista de aterrisagem em Medellín, depois que o piloto admitiu estar com problemas por falta de combustível. Ao todo, 71 dos 76 ocupantes morreram.

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