Esporte

Becker diz que rompeu com Djokovic de comum acordo e aposta em volta ao topo

07/12/2016 15h43

Londres, 7 dez (EFE).- Após o rompimento de uma parceria de três anos de uma parceria de sucesso, o alemão Boris Becker disse nesta quarta-feira que deixou de ser treinador de Novak Djokovic em uma separação de comum acordo e reconheceu que o sérvio treinou menos do que poderia no segundo semestre deste ano, mas aposta que ele voltará a ser número 1 do mundo.

"Chegamos a um acordo para pôr fim a nossa relação. Foi uma jornada incrível, três anos repletos de sucesso. Certamente há uma ou duas derrotas que gostaria de esquecer, mas se há três alguém nos tivesse dito que venceríamos seis Grand Slam juntos, recuperar a liderança do ranking e que 'Nole' seria o tenista mais dominante, eu teria assinado", declarou Becker ao canal britânico "Sky Sports".

Durante a parceria, iniciada em janeiro de 2014, Djokovic conquistou 25 títulos, entre eles seis de Grand Slams, com dois do Aberto da Austrália, dois de Wimbledon, um do US Open e um de Roland Garros, inédito na carreira do atual segundo colocado do ranking da ATP.

"Foi uma decisão que tomamos entre os dois. Uma decisão assim não é tomada em um dia, é um processo. Os seis últimos meses foram muito desafiantes, tínhamos as mãos amarradas. Não podíamos fazer todo o trabalho que queríamos porque ele tinha coisas mais importantes a fazer", afirmou.

O ex-tenista, dono de seis títulos de Grand Slams, considerou que 'Nole' diminuiu sua intensidade nos treinamentos no segundo semestre, o que levou o alemão a fazer autoavaliação em relação a seu papel na carreira e na vida do sérvio.

"Ele não passou tanto tempo na quadra de treinos nos últimos seis meses como deveria, ele sabe disso. O sucesso não chega apertando um botão nem apenas se apresentando para um torneio, é preciso trabalhar tanto quanto seus adversários", destacou Becker.

Desde junho, Djokovic obteve apenas um título, do Masters 1000 de Toronto e deixou o topo do ranking, ultrapassado pelo britânico Andy Murray, por quem foi derrotado na decisão das Finais da ATP, no mês passado. O treinador admitiu que seu pupilo perdeu motivação após a conquista inédita de Roland Garros, mas disse acreditar que não problemas familiares que tenham influenciado nessa queda.

"Pelo que eu sei, está feliz no casamento e tem um filho precioso. Mas a profissão de tenista é, provavelmente, a mais egoísta no esporte porque tudo deve girar em torno de ti: 24 horas por dia, sete dias por semana. E isso está bem quando você tem 19 ou 20 anos, mas quando você tem 28 ou 29, com esposa e um filho, seus assuntos familiares e de negócios ganham importância. Ele precisava de tempo para estar com seus entes queridos", analisou.

Na opinião de Becker, a perda da liderança do ranking pode ter sido um fator necessário para que 'Djoko' reencontre a motivação necessária para competir em alto nível.

"Tenho certeza de que perder o número 1 para Andy Murray lhe doeu. Sei que a derrota no US Open contra Stan (Wawrinka), também. Talvez fosse disso que ele precisava, perder um pouco para ver como era, já que fazia dois anos e meio que não perdia", disse.

"Estou convencido, e sou seu maior fã para o ano que vem, de que voltará, conquistará de novo o número 1 e se confirmará como o tenista mais dominante do mundo. Mas para isso tem que voltar a trabalhar, treinar e voltar a se concentrar no que o fez forte", completou.

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