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Juíza boliviana decreta prisão provisória de diretor-geral da Lamia

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Imagem: Reprodução

Da EFE

09/12/2016 00h57

A juíza boliviana Albania Caballero decretou nesta quinta-feira a prisão provisória do diretor-geral da companhia aérea Lamia, Gustavo Vargas Gamboa, pelo acidente que causou a morte de 71 pessoas após a queda de um avião da companhia na Colômbia.

Vargas enfrenta acusações por supostos crimes de homicídio culposo, lesões gravíssimas, prevaricação, abuso de influência e desastre em meios de transporte, segundo informação divulgada pelo comunicado oficial da Procuradoria Geral do Estado.

A Lamia operou o voo que caiu no início da semana passada perto de Medellín, deixando 71 mortos, entre eles diversos jogadores, comissão técnica e diretoria da Chapecoense.

O acusado será enviado para a prisão de Palmasola, na cidade de Santa Cruz de La Sierra, onde aconteceu a audiência cautelar e de onde saiu o avião que levava a delegação da equipe catarinense, além de diversos jornalistas.

O Primeiro Tribunal de Instrução Anticorrupção de Santa Cruz de La Sierra tomou esta decisão baseando-se em riscos processuais como o perigo de fuga e obstrução da investigação por seu conhecimento de outras pessoas implicadas nos fatos.

Vargas esteve na quarta-feira em um hospital de Santa Cruz de La Sierra sob custódia policial, já que precisou ser internado para uma avaliação médica após ter sido preso na última terça-feira.

O avião da companhia aérea boliviana, que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, caiu a poucos quilômetros da pista do aeroporto da cidade colombiana, onde a equipe enfrentaria o Atlético Nacional pela final da Copa Sul-Americana.

Das 77 pessoas que estavam na aeronave, apenas seis sobreviveram: três jogadores, um jornalista e dois membros da tripulação.

Promotores da Bolívia, Brasil e Colômbia estiveram reunidos nesta quarta em Santa Cruz de la Sierra, para compartilhar informações e analisar os próximos passos nas investigações, assim como constituir uma comissão para trabalhar em conjunto.

As primeiras investigações na Bolívia apontam para graves negligências no plano de voo, especialmente falta de combustível para enfrentar um eventual prolongamento do trajeto.

Além disso, está sendo investigado supostas irregularidades na concessão de permissões de funcionamento para a Lamia, que operava exclusivamente voos charter.

O Ministério Público da Bolívia também confiscou dois aviões da Lamia que estavam desde 2014 em um hangar militar no centro do país.

À margem da tragédia, a Promotoria da Bolívia também investiga as autorizações de funcionamento da Lamia. Hoje, vários escritórios da Direção-Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) foram alvo de operações de busca e apreensão", informou o procurador-geral, Ramiro Guerrero.

Na manhã desta quinta, o ex-diretor do DGAC e filho do diretor da Lamia, Gustavo Vargas Villegas, foi preso delas autoridades.

Vargas Villegas é investigado pelos crimes de "uso indevido de influências, negociações incompatíveis com o exercício de funções públicas e descumprimento de deveres".
 

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