Esporte

Zagueiro Neto apresenta melhora e passa a respirar sem ajuda de aparelhos

09/12/2016 19h57

Medellín (Colômbia), 9 dez (EFE).- O zagueiro Hélio Neto, um dos seis sobreviventes da tragédia aérea da Chapecoense que deixou 71 mortos, apresentou uma melhora em sua condição pulmonar nesta sexta-feira, fazendo com que os médicos suspendessem a sedação e retirassem a ventilação mecânica que o ajudava a respirar.

O diretor médico do Hospital San Vicente Fundación de Ríonegro, Ferney Rodríguez, disse em entrevista coletiva que Neto continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e com "acompanhamento estrito" porque as primeiras horas após a retirada da sedação e respiração mecânica podem ser críticas para o paciente.

"Desde ontem ele despertou e tiramos os remédios que o mantinham sedado. Também conseguimos tirar a ventilação mecânica e Neto está respirando sozinho", explicou Rodríguez.

O especialista afirmou que o zagueiro está conseguindo conversar com a família e os médicos. Além disso, devido a "boa evolução da parte respiratória" não foi preciso que a situação pulmonar do atleta fosse acompanhada por equipes do hospital.

"Seguimos controlando o processo infeccioso do pulmão, mas seu estado é melhor", explicou Rodríguez sobre Neto, que foi encontrado oito horas depois da queda do avião e tinha a condição médica mais delicada entre os sobreviventes da tragédia.

O diretor médico disse que a evolução do goleiro Jackson Follmann foi "satisfatória" e que o jogador está tranquilo e consciente após a amputação de três centímetros de sua perna direita, uma nova cirurgia que foi realizada na última quarta-feira.

"Estamos no processo de controle da infecção da lesão e ele terá uma nova lavagem cirúrgica", revelou o especialista.

A situação do lateral-esquerdo Alan Ruschel é melhor do que a de seus companheiros, segundo Rodríguez. Os médicos já cogitam até que ele mude para uma unidade de terapia semi-intensiva e depois retorne ao Brasil, mas ainda não há uma data para a volta do jogador.

Rodríguez explicou que Ruschel está sofrendo com um processo infeccioso urinário que está sendo tratado com antibióticos. O problema surgiu como um efeito secundário do trauma sofrido após a queda do avião no último dia 28 de novembro.

Já o jornalista brasileiro Rafael Henzel também continua evoluindo, apesar de sua condição pulmonar estar sob "observação estrita" dos médicos do Hospital San Vicente Fundación de Ríonegro. "Ele está evoluindo bem. O processo infeccioso pulmonar está melhor", afirmou o médico.

Os especialistas que estão atendendo os quatro sobreviventes brasileiros negaram que o retorno ao país será feito no momento que seja o "mais seguro". Os médicos querem acompanhar a evolução de cada um no dia a dia para depois permitir qualquer viagem.

A Clínica Somer de Ríonegro, onde está a auxiliar de voo boliviana Ximena Suárez, afirmou que a funcionária da companhia aérea LaMia está muito bem, terminando um tratamento com antibióticos e já fazendo sessões de fisioterapia.

"Estou em ótimas condições de saúde, esperando que termine minha recuperação. Em breve estarei de volta ao meu país", disse Ximena, em nota divulgada pela Clínica Somer.

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