Esporte

Operários imigrantes no Catar seguem à mercê de chefes exploradores, diz ONG

12/12/2016 13h27

Cairo, 12 dez (EFE).- A Anistia Internacional denunciou nesta segunda-feira que os operários imigrantes no Catar contratados para construir os estádios e a infraestrutura da Copa do Mundo continuam "à mercê de chefes exploradores", apesar da recente reforma da legislação trabalhista do país.

Em um documento divulgado hoje, a ONG classificou as reformas como "superficiais" e alertou que a nova lei não põe fim ao "risco de trabalho forçoso e outros abusos".

O governo do Catar mostrou disposição a introduzir mudanças na legislação no início desde ano, depois de ONGs como a própria Anistia Internacional terem alertado sobre a exploração sofrida pelos imigrantes nas obras para o Mundial de 2022.

A ONG avalia positivamente que o Catar "tenha aceitado que suas leis estavam alimentando o abuso". No entanto, alertou que o sistema da "kafala", que determina que o trabalhador deixe seu passaporte nas mãos do empregador durante a duração do contrato, continua sem mudanças, apesar de a nova legislação ter suprimido essa denominação.

"Os problemas principais que conduzem ao abuso persistem. Na prática, os empregadores ainda podem impedir que os trabalhadores imigrantes deixem o país. Ao facilitar o confisco dos passaportes dos empregadores, a nova lei poderia, inclusive, piorar a situação de alguns deles", afirmou o diretor-adjunto do Programa sobre Assuntos Temáticos Globais da Anistia Internacional, James Lynch.

A ONG também pede à Fifa, aos patrocinadores da Copa do Mundo e aos governos que querem estreitar laços comerciais com o Catar não usem a reforma para "afirmar que o problema do abuso trabalhista dos imigrantes foi resolvido".

"Se a reforma parar aqui, os trabalhadores e trabalhadoras de todo o país - que constroem e trabalham nos estádios, nos hotéis e na rede de transportes que serão usadas por jogadores e torcedores - correrão um risco grave de sofrer abusos aos direitos humanos", alerta o relatório da Anistia Internacional.

Segundo o relatório, os operários seguem precisando de permissão do empregador para mudar de trabalho ou para deixar o país.

"Nos preparativos para a Copa do Mundo de 2022, as autoridades do Catar não fizeram o suficiente para resolver os problemas de direitos humanos, A Fifa simplesmente não pode continuar permanecendo tão vergonhosamente ambivalente diante da difícil situação dos trabalhadores do Catar", concluiu Lynch.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo