Esporte

O ano em que Atlético Nacional e Chapecoense se imortalizaram

24/12/2016 06h59

Redação Central, 24 dez (EFE).- O ano de 2016 estará para sempre marcado na história do futebol devido à tragédia envolvendo a delegação da Chapecoense, que viajava para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, que, no primeiro semestre, havia se sagrado campeão da Taça Libertadores.

A queda da aeronave, que transportava o elenco, integrantes da comissão técnica, dirigentes, convidados e jornalistas matou 71 pessoas. Sobreviveram apenas uma comissária de bordo, um técnico de aviação, além do goleiro Follmann, que teve a perna direita amputada, o zagueiro Neto e o lateral-esquerdo Alan Ruschel.

Após o trágico acidente, os dois clubes envolvidos comoveram o planeta com uma série de atos de generosidade. O Atlético Nacional, ainda no dia 29 de novembro, entrou em contato com a Conmebol, solicitando que o título da Sul-Americana ficasse com a Chape, o que foi confirmado dias depois.

Na noite da quarta-feira em que o jogo aconteceria no estádio Atanasio Girardot, uma multidão, vestida de branco, tomou conta das arquibancadas e dos arredores do local, apenas com o intuito de prestar homenagem as vítimas.

O Independiente Santa Fé, campeão da Sul-Americana em 2015, também se solidarizou, entregando a taça conquistada para a equipe brasileira, que na campanha, eliminou, na ordem, Cuiabá, Independiente, da Argentina, Junior Barranquilla, da Colômbia, e San Lorenzo, também da Argentina.

No primeiro semestre deste ano, antes de encantar a todos com a grandeza diante da tragédia do adversário em uma decisão, o Atlético Nacional já havia deixado impressão positiva pelo futebol apresentado na Taça Libertadores, que voltou a conquistar após 27 anos.

Na primeira fase, a equipe conquistou 16 de 18 pontos possíveis no grupo 4, que também tinha Huracán, da Argentina, Peñarol, do Uruguai, e Sporting Cristal, do Peru. Depois disso, nas oitavas, devido ao cruzamento estipulado pela Conmebol, classificação em cima do mesmo Huracán enfrentado na fase inicial, e depois sobre o Rosario Central.

A parada para a disputa da Copa América fez com que o Nacional perdesse vários jogadores de destaque, como o atacante Marlos Moreno, contratado pelo Manchester City e cedido em seguida para o Deportivo La Coruña, o meia Sebastián Pérez, que foi para o Boca Juniors, e o zagueiro Davinson Sánchez, que partiu para o Ajax.

Por outro lado, chegaram caras novas, como o centroavante Miguel Borja, que veio do Cortuluá e foi fulminante na reta final da Libertadores, com cinco gols em quatro jogos. Com o camisa 9 em grande fase, a equipe de Medellín despachou o São Paulo, com duas vitórias, e conquistou o título em cima do surpreendente Independiente del Valle, do Equador.

No Mundial de Clubes, disputado em dezembro no Japão, apesar do apoio da torcida brasileira e da Chapecoense, manifestados pelas redes sociais, o Atlético Nacional decepcionou, ao perder logo nas semifinais para o Kashima Antlers por 3 a 0. Depois, superou o América do México, nos pênaltis, e garantiu o terceiro lugar.

O River Plate, campeão da Libertadores de 2015, conquistou neste ano a Recopa, ao superar o Independiente Santa Fé. O time colombiano, por sua vez, conquistou a Copa Suruga Bank, no Japão, ao vencer o Kashima Antlers, campeão da Copa da Liga do país asiático, no ano anterior.

No âmbito nacional, o Palmeiras voltou a conquistar o Campeonato Brasileiro após 22 anos, dominando a competição com autoridade, deixando Santos, Flamengo e Atlético Mineiro, nessa ordem, para trás. Além deles, Atlético Paranaense e Botafogo se classificaram para a Taça Libertadores.

O Grêmio, por sua vez, sob o comando de Renato Gaúcho, também saiu da fila de seis anos sem títulos - o último foi o Campeonato Gaúcho de 2000 - e conquistou a Copa do Brasil ao superar o Galo de Minas Gerais, vencendo fora por 3 a 1 e empatando em casa em 1 a 1.

Na Argentina, em torneio com formato com 30 times divididos em dois grupos, o Lanús se sagrou campeão pela segunda vez na história. Já o River Plate conquistou a copa nacional, já em meados de dezembro. Os dois, além de San Lorenzo, Estudiantes, Godoy Cruz e Atlético Tucumán representarão o país na Libertadores.

O Peñarol, por sua vez, conquistou o título uruguaio da temporada 2015-2016. A atração do ano, no entanto, foi o modesto Plaza Colonia, que foi campeão do Torneio Clausura, disputado no primeiro semestre. Em seguida, no Apertura, o Nacional ergueu o troféu.

Na Colômbia, o Independiente Medellín foi o vencedor da primeira competição do ano, o Apertura. Depois, no Torneio Finalização, quem levou a melhor foi o Independiente Santa Fé, em disputa polêmica, na qual o Atlético Nacional não teve atendido o pedido para mudar a data da semifinal, por estar no Mundial, e, assim, usou jogadores da base no confronto com o time que viria a ser o campeão.

A Universidad Católica foi o time do ano no Chile, ficando com a taça nos dois semestres, tanto no Clausura como no Apertura. No Paraguai, Libertad e Guaraní foram campeões dos dois torneios do ano. Já na Bolívia, o título do Clausura 2015-2016 ficou com o Jorge Wilstermann.

Nos países que tiveram apenas um título em disputa em 2016, o Barcelona de Guayaquil levou a melhor no Equador após vencer os dois turnos. No Peru, o Sporting Cristal foi o campeão, e na Venezuela, o Zamora.

Os times brasileiros classificados para a Taça Libertadores de 2017 conheceram no dia 21 de dezembro os primeiros rivais em sorteio realizado na cidade de Luque, no Paraguai, onde fica a sede da Conmebol. Botafogo e Atlético-PR, que vão estrear na segunda fase preliminar, terão como adversários o Colo Colo, do Chile, e o Millonarios, da Colômbia.

Dos demais seis representantes do Brasil que já estão na fase de grupos, três são cabeças de chave. No grupo 5, o Palmeiras vai duelar com Peñarol (URU), Jorge Wilstermann (BOL) e um time que sairá das fases preliminares e poderá ser Carabobo (VEN), Junior Barranquilla (COL), Atlético Tucumán (ARG) ou El Nacional (EQU). No grupo 6, o Atlético-MG vai encarar Libertad (PAR), Godoy Cruz (ARG) e Sport Boys (BOL), e no 8 o Grêmio terá pela frente Deportes Iquique (CHI), Guaraní (PAR) e Zamora (VEN).

Já o Flamengo está no grupo 4, ao lado de San Lorenzo (ARG) e Universidad Catolica (CHI), e o outro rival virá da fase preliminar. O Santos integra o grupo 2 com Indepediente Santa Fé (COL), Sporting Cristal (PER) e mais um time das fases iniciais. A Chapecoense, por sua vez, conhece todos os adversários no grupo 7: Lanús (ARG), Nacional (URU) e Zulia (VEN).

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