Esporte

Time de Zico vence Jogo das Estrelas marcado por homenagens à Chapecoense

28/12/2016 22h31

Bruno Guedes.

Rio de Janeiro, 28 dez (EFE).- Com direito gol do anfitrião Zico, que saiu vencedor, show de Neymar e gols de Marinho, o Jogo das Estrelas foi realizado nesta quarta-feira no Maracanã, com grande público, em maioria, formado por torcedores do Flamengo e muitas homenagens aos mortos na tragédia com o avião da Chapecoense.

O time vermelho, que teve como capitão o Galinho de Quintino levou a melhor sobre o branco, que foi liderado por Junior, outra lenda do Rubro-Negro, por 8 a 4.

Os gols do time "da casa", foram marcados por Zico, Neymar que balançou as redes duas vezes, assim como Marinho, do Vitória, Fumagalli, Loco Abreu e do menino Felipe, de apenas 8 anos, neto do Galinho. A equipe derrotada mexeu no placar com Emerson Sheik, duas vezes, João Paulo, ex-Guarani e seleção brasileira, e Vitinho.

Também participaram da partida jogadores da atualidade, como Rafinha Alcântara, do Barcelona, Renato Augusto, da seleção brasileira, Gustavo Scarpa, do Fluminense, Camilo, do Botafogo, Juan e Réver, ambos do Flamengo.

Além deles, craques do passado, como Renato Gaúcho, Adílio, Cláudio Adão, Aldair, Tita, Zinho, Carlos Germano, entre muitos outros, também pisaram no gramado para o Jogo das Estrelas.

Na quarta-feira de muito calor no Rio de Janeiro, o público não decepcionou. Ao todo, foram 58.382 pessoas no Maracanã.

A festa, tradicionalmente organizada no fim de cada ano, foi marcada nesta edição por homenagens aos 71 mortos na tragédia com o avião da Chapecoense. O Maracanã, por exemplo, foi iluminado de verde e branco, cores do time campeão da Taça Libertadores.

Antes de a bola rolar, Zico, Roberto Dinamite, Camilo e Alexandre Torres, vestiram as camisas de Vasco, Botafogo e Fluminense, respectivamente, na entrada no gramado, e carregaram a uma bandeira do clube catarinense.

Com o quarteto de craques, também estavam Edu Coimbra, irmão do Galinho de Quintino, representando o América carioca, além de João Carlos Maringá, ex-jogador e agora vice-presidente de futebol da Chape.

Antes que fosse prestado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia aérea ocorrida nas proximidades de Medellín, na Colômbia, foram levados 71 balões para o gramado, nas cores branca e verde, representando cada uma das vítimas.

O ponto negativo foi a vaia que boa parte dos torcedores presentes no estádio dirigiram a Dinamite, Camilo e Alexandre Torres, já que a arquibancada do Maracanã era preenchida, majoritariamente, por flamenguistas.

Além das homenagens pré-jogo, o Jogo das Estrelas ainda contou com o Mateus Pallaoro em campo. O jovem é filho de Sandro Pallaoro, presidente da Chapecoense, que morreu na queda do avião nos arredores de Medellín.

Depois, no intervalo, Zico homenageou o jornalista Raul Quadros e Carlos Alberto Torres, que morreram neste ano. O ex-volante do Flamengo, Bruno Quadros, e Alexandre Torres, receberam uma placa das mãos do Galinho. Além disso, houve festa pelos 35 anos do título do Mundial Interclubes conquistado pelo Rubro-Negro, com parte dos jogadores que participaram do duelo com o Liverpool em campo.

Com a bola rolando, o time de vermelho, capitaneado por Zico, até saiu atrás no placar, graças a gol de Emerson Sheik. O próprio anfitrião da festa, no entanto, não demorou para deixar tudo igual, para o delírio do público.

A partir daí, o show foi de Neymar, o principal nome em atividade entre os jogadores presentes, e Marinho, do Vitória, alvo do Flamengo para a próxima temporada e que foi ovacionado pela torcida a cada vez que tocava na bola.

Aos 24 minutos, o craque do Barcelona protagonizou o lance mais bonito do jogo, ao enfileirar a defesa e dar assistência de calcanhar para o companheiro de ataque fazer o terceiro gol do time vermelho.

No segundo tempo, Neymar, que já tinha balançado as redes uma vez antes do intervalo, começou com fome de gol. Logo aos 5 minutos, recebeu a bola de Renato Augusto, completamente sozinho no campo de ataque do time vermelho, driblou facilmente o goleiro Gléguer, ex-Guarani e Corinthians, e tocou para o fundo das redes.

A cada minuto que passava, o jogo ganhava mais ares de "pelada", inclusive por causa do calor do Rio de Janeiro. Marinho, Neymar, Rafinha Alcântara, entre outros, foram deixando o campo. Zico, no entanto, seguia "fominha" e em campo.

O Galinho ainda acertou belo chute no travessão, no segundo tempo, para delírio da torcida. Aos 41, ainda deu arrancada, passando pelos marcadores e serviu Loco Abreu, que fez o sétimo do time vermelho.

Nos instantes finais, o dono da festa deixou o gramado, sendo, mais uma vez, muito aplaudido. No lugar de Zico, entrou o neto Felipe, de apenas oito anos, que também deixou o seu, fazendo o Maracanã explodir. O garoto ainda ganhou um abraço do avô, na lateral do campo, logo após marcar.

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