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Alonso equipara F-1 atual com a dos tempos de Senna e Prost: "Entediante"

Clive Mason/Getty Images
Fernando Alonso critica atual nível de competitividade da Fórmula 1 Imagem: Clive Mason/Getty Images

08/01/2017 14h27

O espanhol Fernando Alonso, da McLaren, lamentou, em entrevista publicada neste domingo pela revista Autosport, a queda do nível de popularidade e de competitividade da Fórmula 1, fazendo polêmica comparação com período do passado.

"A audiência na televisão está caindo, os espectadores estão sumindo, como naqueles entediantes anos 80, em que Senna, Prost economizavam combustível, preservavam pneus e coisas assim. Está exatamente tão chato como naquela época", afirmou o campeão mundial em 2005 e 2006.

Alonso lembrou que a única coisa que dava um pouco de imprevisibilidade as provas era que os carros não eram confiáveis, por isso, aconteciam "uns dez abandonos".

"Se você vir as corridas de 85, 88 ou 92, dormirá, porque havia duas McLaren, o quarto colocado estava uma volta atrás e tinha 25 segundos de distância entre cada carro", avaliou o piloto da escuderia britânica na atualidade.

Em 1988, Senna e Prost protagonizaram um dos maiores domínios de uma equipe na Fórmula 1 até então, com 15 vitórias em 16 provas, com direito a dez dobradinhas. O brasileiro levou a melhor, enquanto o francês fez mais que o dobro de pontos do terceiro colocado, o austríaco Gerhard Berger, da Ferrari.

Em 1985, Prost foi campeão, pela McLaren, enquanto o italiano Michele Alboreto, da Ferrari, foi vice. O austríaco Niki Lauda, outro piloto do time britânico, foi apenas décimo na temporada.

Já em 1992, o campeão foi o britânico Nigel Mansell, da Williams, que ficou perto de dobrar a pontuação do companheiro, o italiano Riccardo Patrese, segundo colocado no Mundial de Pilotos. A MacLaren, com Senna e Berger, ficou em quarto e quinto lugares, respectivamente.

Para Alonso, o melhor período da história da Fórmula 1 aconteceu nos anos 2000, com a forte presença de marcas consagradas na categoria, com equipes próprias.

"A F-1 cresceu muito nesse período. Muitos construtores chegaram, como BMW, Toyota e muitas outras. As audiências televisivas e o público estavam ao máximo, abrimos a categoria a novos países. Corremos na Coreia do Sul, Índia, Cingapura", ponderou.

O espanhol admitiu, no entanto, que o período era inviável financeiramente, devido a alta tecnologia utilizada pelos carros, por isso, muitos fabricantes e escuderias acabaram falindo ou desistindo da competição.

"A tecnologia transformou os carros em máquinas inventadas, além dos limites humanos, mas, agora, não temos mais essa sensação. Temos carros muito lentos e sem 'grip'. Pilotos um fórmula, mas com a sensação de estar em um carro de turismo", lamentou.

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