Esporte

CR7 é melhor do mundo pela 4ª vez; Marta e Marlone ficam sem prêmios

09/01/2017 18h14

Zurique, 9 jan (EFE).- Favorito devido a suas conquistas tanto pelo Real Madrid quanto por Portugal, Cristiano Ronaldo foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador do mundo pela quarta vez na carreira, enquanto os brasileiros Marta e Marlone ficaram em segundo lugar em suas votações, de melhor jogadora e de gol mais bonito, respectivamente.

As credenciais de Cristiano para o agora chamado prêmio The Best, sem a parceria com a revista "France Football", eram fortes. O astro português liderou o Real na conquista da Liga dos Campeões, a 11ª da história do clube e a segunda em três temporadas, e ainda ajudou a seleção de seu país a sair da fila e ser campeã da Eurocopa de maneira inédita.

A ausência de Messi na cerimônia de gala da Fifa, em Zurique, assim como de todos os atletas do Barcelona indicados, já era um indício de que o vencedor seria o mesmo de 2008, 2013 e 2014. Isso se confirmou quando o presidente da federação internacional, Gianni Infantino, anunciou o eleito em votação com jogadores, técnicos, jornalistas e público.

O argentino, que venceu em cinco ocasiões, tinha como grande conquista em 2016 o Campeonato Espanhol, além do vice da Copa América pela 'Albiceleste', e ficou em segundo lugar. Já Griezmann, que caiu diante de CR7 nas decisões tanto na 'Champions', pelo Atlético de Madrid, quanto na Euro, com a camisa da França, foi o terceiro colocado.

Entre as mulheres, a americana Carli Lloyd foi a vencedora pelo segundo ano seguido. O fracasso dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com queda nas quartas de final diante da Suécia, não a impediu de obter o bi das mãos do ex-atacante Gabriel Batistuta, segundo maior artilheiro da história da seleção argentina, atrás de Messi.

Marta, que foi a escolhida de 2006 a 2010 de maneira consecutiva, hoje ficou em segundo lugar, o que já havia acontecido em outras quatro ocasiões. Mesmo com o ouro olímpico no Rio, a alemã Melanie Behringer apareceu em terceiro.

Já Marlone poderia ter sido o terceiro brasileiro a ganhar o prêmio Puskás de gol mais bonito do ano, depois de Neymar (2011) e Wendell Lira (2015), com um voleio em partida do Corinthians diante do Cobresal pela Taça Libertadores.

Contudo, o meia-atacante foi derrotado no voto popular e teve de se contentar com a segunda posição ao ser desbancado pelo malaio Mohd Faiz bin Subri, que acertou uma cobrança de falta com efeito de muito longe em partida entre o seu time, o Penang, contra o Pahang, pela Superliga da Malásia, em 16 de fevereiro. A venezuelana Daniuska Rodríguez foi a terceira colocada, conforme anúncio feito por Ronaldo 'Fenômeno'.

Nem por isso o Brasil deixou de ter representantes vencedores. Na Equipe do Ano figuram os laterais Daniel Alves e Marcelo, eleitos juntos com o goleiro Manuel Neuer, os zagueiros Sergio Ramos e Gerard Piqué, os meias Luka Modric, Toni Kroos e Andrés Iniesta e os atacantes Messi, Cristiano Ronaldo e Luis Suárez.

Além disso, o ala Falcão, considerado o melhor jogador de futsal de todos os tempos, recebeu um prêmio especial da Fifa em homenagem a sua trajetória.

O ex-atacante ucraniano Andriy Shevchenko anunciou o prêmio dado ao brasileiro, de 39 anos, que atualmente defende o Sorocaba e conquistou quatro vezes o prêmio da federação internacional de melhor jogador de futsal do mundo (2004, 2006, 2011 e 2012).

Em um dos momentos mais emocionantes da cerimônia, o Atlético Nacional, através de seu presidente, Juan Carlos de la Cuesta, recebeu o troféu Fair Play por conta das homenagens à Chapecoense e às 71 vítimas da queda do avião da LaMia. Houve ainda momentos dedicados a Carlos Alberto Torres e Johan Cruyff, que também morreram em 2016.

Responsável por conduzir o modesto Leicester ao inédito título do Campeonato Inglês na temporada 2015/2016, o italiano Claudio Ranieri foi eleito o melhor técnico do último ano, superando em votação o francês Zinedine Zidane, do Real Madrid, segundo colocado, e o português Fernando Santos, da seleção lusitana, terceiro. Quem entregou o prêmio foi Diego Maradona, em sinal de reaproximação com a Fifa após a saída de Joseph Blatter.

Já a melhor técnica de equipes femininas foi a alemã Silvia Neid, que dirigiu a seleção de seu país rumo ao ouro olímpico nos Jogos do Rio. Ela recebeu o troféu das mãos do holandês Frank Rijkaard após superar a americana Jill Ellis, da seleção dos EUA, e a sueca Pia Sundhage, que ajudou seu país a obter a prata olímpica no ano passado.

Em premiação especial para torcedores, os escolhidos foram os de Liverpool e Borussia Dortmund, que cantaram juntos o lema "You'll Never Walk Alone" ("Você nunca caminhará sozinho") em abril do ano passado durante partida pela Liga Europa como homenagem às 96 vítimas da tragédia de Hillsborough, que completava 27 anos na ocasião.

Representantes dos dois clubes foram agraciados pela russa Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica e recordista mundial do salto com vara, e Lucas Radebe, ex-capitão da seleção da África do Sul.

Os outros concorrentes eram os torcedores da Islândia, pelo caloroso apoio à sua seleção durante a Eurocopa, e os do ADO Den Haag, da Holanda, que em 11 de setembro realizaram uma "chuva" de bichos de pelúcia para crianças que fazem tratamento contra o câncer em um hospital de Roterdã.

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