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Federer vê carreira perto do fim, mas diz: 'Ainda há muito tênis em mim'

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Suíço ainda elogiou rival: 'Rafa foi definitivamente muito especial em minha carreira' Imagem: AFP PHOTO / PETER PARKS / IMAGE RESTRICTED

Da EFE, em Melbourne (Austrália)

29/01/2017 15h04

Campeão de um Grand Slam pela 18ª vez na carreira após ter batido o espanhol Rafael Nadal na final do Aberto da Austrália, o suíço Roger Federer negou neste domingo que esteja pensando em se aposentar, mas admitiu que uma nova lesão grave poderia abreviar sua carreira.

Durante o discurso de vencedor, Federer deixou no ar a possibilidade de não defender o título no ano que vem, o que gerou dúvidas em fãs e jornalistas.

"Na entrega dos prêmios, falei um pouco sobre isso de uma forma geral, mas ainda há muito tênis em mim. Agora, se eu me machucar, se perder o próximo ano, quem sabe o que acontecerá", afirmou o suíço em entrevista coletiva.

O torneio em Melbourne foi o primeiro oficial do atleta de 35 anos desde Wimbledon, em julho passado. Depois disso, uma grave contusão no joelho o manteve afastado das quadras.

"Não havia algo planejado nessa declaração, que este é meu último Aberto da Austrália. Espero que eu possa voltar, é claro. Essa é a minha expectativa agora", completou, esclarecendo.

Com o sorriso de quem venceu um Grand Slam pela primeira vez desde Wimbledon em 2012, Federer comentou que agora ele e sua equipe desfrutariam do triunfo na festa, como estrelas do rock.

"Quando se ganha, a viagem para casa não é um problema. Se você perde, é brutal. Por isso me sinto sortudo hoje. Vai ser demorado assimilar, mas quando chegar à Suíça, me darei conta do quão grande é isso. Só se pode comparar com meu Roland Garros em 2009", disse o campeão, em referência ao momento em que fechou o chamado 'career slam', com ao menos um título de cada um dos quatro grandes torneios.

Protagonista de uma das maiores rivalidades da história do esporte, o suíço enalteceu Nadal, batido por ele em cinco sets. O pentacampeão do Aberto da Austrália afirmou que seu tênis foi melhorando devido ao grau de exigência imposto pelo espanhol, assim como pelo sérvio Novak Djokovic, o australiano Lleyton Hewitt e o americano Andy Roddick, todos citados nominalmente na coletiva.

"Rafa foi definitivamente muito especial em minha carreira. Acredito que ele me tornou um jogador melhor. Ele mais alguns jogadores fizeram isso por mim, porque o nível do jogo dele me fez subir. Eu disse isso abertamente, meu último grande desafio é jogar contra ele. Definitivamente é muito especial", destacou.

"Eu disse antes da final: se eu ganhasse do Rafa, seria superespecial e muito doce porque eu não o vencia em uma final de Grand Slam havia muito tempo, desde Wimbledon em 2007, em cinco sets. Agora foi a minha vez", acrescentou.

Nesta temporada, Federer inicia uma parceria com o técnico Ivan Ljubicic. Embora tenha chegado ao terceiro lugar do ranking como jogador e tenha treinado o canadense Milos Raonic, o croata jamais havia estado em uma decisão de 'Major'.

"Esta foi a primeira final de Grand Slam de Ivan como treinador ou jogador. Ele estava nervoso o dia todo, e tive de acalmá-lo", declarou, em tom de brincadeira.

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